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Esgoto da Vila Olímpica cria descontentamento no Zimpeto

A tubagem que drena água dos esgotos da Vila Olímpica ao Rio Malauze, atravessando a Estrada Nacional No. 1 (EN1), no bairro do Zimpeto, na capital moçambicana, está entupida e, consequentemente, expele águas negras que exalam um cheiro nauseabundo pelas redondezas.

A referida tubagem é feita de anilhas ligadas umas das outras. Os moradores, ou seja, os vizinhos da Vila Olímpica no Zimpeto, incluindo algumas empresas instaladas nas imediações e utentes da EN1, manifestaram a sua indignação ao @Verdade. Segundo eles, a situação está a causar-lhes um mal-estar. Não se fica à vontade.

Enquanto o cheiro asqueroso rebenta pelas costuras, as águas negras galgam uma parte da estrada e bermas e vezes sem conta terminam nos quintais alheios, como é do que acontece com uma das empresas que operam no local, a FerroMoçambique.

Segundo os nossos entrevistados, há meses que o problema prevalece e ninguém, até agora, se dignou a resolvê-lo. A saúde pública está cheque. Para os transeuntes é complicado transitar de uma berma para outra.

Hortêncio Mate, é jardineiro da empresa FerroMoçambique situada logo enfrente ao local do rompimento. Disse que aquela situação tem criado um desconforto porque para além de deixar o pátio alagado, a água é fétida. Nos dias chuvosos invade os armazéns da empresa arrastando consigo arreia e outros objectos. Tudo vira um caos.

“O nosso recinto transforma-se numa autêntica lixeira. Somos obrigados a fazer um trabalho redobrado porque a água entra até aos armazéns uma vez que as nossas sarjetas estão entupidas pela areia que é arrastada”.

A direção da FerroMoçambique, de acordo com Mate, já contactou os residentes do Vila Olímpica no sentido de ajudarem na resolução do problema mas até este momento nada a respeito foi feito.

Jorge Eduardo é morador do bairro do Zimpeto, nas imediações daquele condomínio. Pede a quem é de direito para reparar a tubagem que origina a situação porque a população passa mal. No passado houve alguma intervenção mas volvidos alguns dias tudo voltou à estaca zero.

Entretanto, a nossa reportagem apurou que localmente está em construção um sistema de drenagem que deverá resolver o problema aqui relatado. As obras estão a cargo da construtora CETA. Esta escusou-se de nos prestar qualquer tipo de informação sobre o assunto alegadamente porque não tem permissão para o efeito.

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