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Escassez de meios de transporte condiciona actividades em Mogovolas

As actividades desenvolvidas pelo governo de Mogovolas nos domínios da educação, juventude, tecnologia e cultura não têm reflexo no seio das populações daquele distrito do interior, um dos maiores em termos de população e extensão territorial, devido sobretudo a falta de meios circulantes para facilitar a locomoção dos funcionários e agentes do estado ligadas àquelas áreas.

Coincidentemente, o distrito está, neste momento, a enfrentar uma das suas piores fases históricas caracterizada por desistências escolares massivas, que contabilizaram, até o final do segundo trimestre, um total de 3.175 alunos num universo de 59.498 inscritos no presente ano lectivo.

Eusébio Paconeta, director dos serviços distritais de Educação, Juventude e Tecnologia reconhece que o fenómeno, que tem as suas origens no envolvimento dos alunos na pastorícia a mando dos seus pais e/ou encarregados de educação, mineração, gravidez precoce e negócio informal, deve ser atacado através de um intenso trabalho de sensibilização ao nível de todas as comunidades.

Porém, a concretização desse objectivo afigura-se aparentemente impossível, pois que o sector de educação, juventude e tecnologia que, também, superintende acções no domínio da cultura, possui apenas quatro motorizadas para garantir a mobilidade de parte dos 970 funcionários e agentes do Estado afectos no distrito de Mogovolas.

De acordo com Eusébio Paconeta, que tem como meio circulante uma motorizada de 50 centímetros cúbicos de cilindrada com cerca de dois anos de uso, com a qual efectua visitas aos quatro postos administrativos do distrito, não é possível, nas actuais condições, cumprir o plano económico e social do seu sector, sendo, portanto, urgente o apetrechamento da instituição com pelo menos uma viatura.

O livro escolar de distribuição gratuita é transportado à cabeça para as escolas pelos alunos beneficiários e esse procedimento, que visa fazer face à falta de transporte, tem estado no centro de conflitos entre os pais e/ou encarregados de educação que consideraram a atitude inaceitável-sublinhou Eusébio Paconeta.

No domínio da juventude, a situação não é encorajadora e a implementação das actividades planificadas para o distrito resume-se apenas à vila-sede devido aos condicionalismos da falta de transporte.

A divulgação dos monumentos e lugares históricos que Mogovolas possui em número significativo e importantes está condicionada à disponibilidade de meios circulantes de outras instituições estatais.

O sector da Educação, Juventude e Tecnologia não é o único que se debate com a falta de meios de transporte em Mogovolas, facto que torna quase impossível a implementação das actividades em vários domínios, concorrendo para o seu fraco desenvolvimento social.

A província de Nampula recebeu o ano passado um total de Oito viaturas todo o terreno para afectação às direcções distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, consideradas mais carenciadas em termos de transporte, tendo, no entanto, Mogovolas sido “esquecida”.

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