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Epidemia do ébola em África deixa de ser emergência de saúde

A epidemia do ébola na África Ocidental já não constitui uma emergência de saúde de alcance internacional, anunciou nesta terça-feira a directora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.

Passados mais de dois anos desde o início da epidemia, a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) considerou a recomendação do Comité de Emergência de que o surto não é mais uma ameaça global e decidiu diminuir o nível de emergência.

“É com grande satisfação que decidimos que o surto original terminou”, disse o vice-presidente do Comité, Robert Steffen. O principal argumento para acabar com o status de emergência internacional é de que as cadeias de transmissão originais que deram início a epidemia foram totalmente eliminadas.

Actualmente, há um pequeno foco em Guiné – o país onde tudo começou -, mas este se deve a um contágio através do sémen de um sobrevivente.

A OMS mapeou que deste foco surgiram oito casos, cinco confirmados e três prováveis (pessoas que morreram antes de poder ser comprovado). Além disso, 900 contactos estão sendo vigiados de maneira intensa para evitar que a doença se espalhe.

A partir de pesquisas, foi possível provar que o vírus do ébola pode permanecer no sémen dos sobreviventes por até 15 meses, e embora o portador do vírus não manifeste sintomas, pode transmitir à doença ao parceiro sexual ou a pessoas de seu círculo mais próximo. Por esse motivo, a OMS admite que no futuro possam aparecer mais casos.

Tanto a Libéria quanto Serra Leoa – os outros dois países afectados pela epidemia – e a própria Guiné anunciaram em várias ocasiões que tinham conquistado o status de país livre do ebola antes de detectar um ressurgimento do vírus. Perante este desafio, a OMS ainda manterá 1.000 funcionários na África Ocidental para ajudar às autoridades de saúde locais a detectar e lidar rapidamente com os eventuais casos que apareçam no futuro.

Dada a nova situação, o Comité solicitou a “qualquer país que tenha estabelecido medidas de restrição de comércio ou de viagens, que as suspenda imediatamente”. A epidemia declarada em Março de 2014 – com os primeiros casos que se remontam a Dezembro de 2013 – registou 11.300 mortes e mais de 28.500 casos.

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