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Engenho explosivo fere gravemente uma adolescente em Inhambane

Uma adolescente de 16 anos de idade ficou gravemente ferida, vítima do rebentamento de um engenho explosivo, na manhã de terça-feira (22), no distrito de Jangamo, província de Inhambane.

Moçambique foi oficialmente declarado livre de minas antipessoais em Setembro de 2015.

Todavia, o aviso deixado na altura, segundo o qual há possibilidade de haver minas cuja existência é desconhecida, parece estar a concretizar-se.

O @Verdade apurou que o acidente aconteceu poucos depois das 05h00, numa comunidade onde há anos funcionou um quartel militar, desactivado nos anos subsequentes à assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992.

A população e as autoridades policiais acreditam que se trata de uma mina terrestre implantada durante a guerra civil.

A vítima encontrava-se na machamba na companhia dos irmãos e da mãe. O referido artefacto explosivo estava à vista há muito tempo, mas ninguém imaginava que podia se tratar de uma mina terrestre.

Durante a actividade agrícola, a enxadada, de cabo curto, que a miúda usava ficou coberta de lama.

Na circunstância, ao tentar limpar o seu instrumento de trabalho, a adolescente deu fortes pancadas ao engenho explosivo com recurso à mesma enxada. O pior não aconteceu por um golpe de sorte.

A miúda encontra-se internada no Hospital Provincial de Inhambane (HPI) e não corre risco de vida, mas, segundo a informação médica, ela perdeu os olhos e ainda não recuperou a consciência.

Em Moçambique, a desminagem durou 22 anos. Quando o país foi declarado livre das minas, em 2015, Calvin Ruysen, diretor regional para a África do Sul da Halo Trust, uma organização não-governamental (ONG) anglo-americana especializada na remoção de minas antipessoais, admitiu que não havia certeza absoluta de que nunca mais alguém seria vítima de uma mina.

Segundo ele, haveria sempre a possibilidade de alguma mina ser encontrada por a sua existência ser desconhecida. Ou seja, o que aconteceu em Jangamo é um exemplo típico disso.

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