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Energia eólica já é uma realidade em Moçambique

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, inaugurou este Sábado, na zona da Praia da Rocha, Município de Inhambane, Sul de Moçambique, a primeira turbina eólica da quarta geração. Num investimento privado de cerca de 2,5 milhões de dólares norteamericanos, valor que inclui os respectivos estudos de viabilidade, materiais e Energia eólica já é uma realidade em Moçambique Por Almiro Mazive, da AIM, em Inhambane montagem, a turbina tem capacidade de gerar 300 KW(Kilowatts) de energia. Para além de alimentar as estâncias turísticas locais, a turbina pode abastecer energia a outros 1.200 consumidores. “Moçambique continua a mudar. Amanhã será certamente melhor do que hoje. Graças ao vento, muitos moçambicanos vão poder estudar a noite e muito mais. Esta turbina vai mudar a nossa vida”, assim se expressou o Presidente Armando Guebuza, dirigindo-se a população do Bairro de Salela, local onde o empreendimento foi instalado.

Guebuza disse que antes, o vento parecia não ter valor “mas hoje já nos produz energia limpa, sem poluição ambiental”. O Presidente pediu para que todos os cidadãos protejam investimentos do género, afirmando que, caso contrario, a “nossa vida vai regredir”, numa alusão aos actos de vandalização de infraestruturas publicas por centos indivíduos, como é o caso do roubo de cantoneiras e outros matérias de linhas de transmissão de energia e que tem provocado enormes prejuízos a EDM, Empresa Publica de Electricidade de Moçambique.

Foi ainda construída uma linha que liga esta unidade a rede nacional de energia eléctrica, o que significa que a energia gerada pela turbina pode entrar na rede nacional, beneficiando outros consumidores a escala nacional. Em caso de a turbina não estar a gerar, por falta de vento, os seus consumidores recebem corrente da rede nacional e viceversa. Ao longo da Praia da Rocha poderão ainda ser erguidas mais 66 unidades do género, com capacidade total de gerar 20 megawatts de corrente, segundo disse a AIM, o Ministro da Energia, Salvador Namburete.

A zona da cidade da Maxixe, na província de Inhambane, e a zona da praia da Ponta do Ouro, no distrito de Matutuíne, todas no Sul do país, são outras regiões já identificadas para a instalação de turbinas eólicas. O Governo está a negociar com as duas operadoras de telefonia móvel que operam no país, de forma a se montar nas respectivas antenas equipamentos de medição do vento, principalmente ao longo da costa e nas zonas altas do interior para se determinar o potencial eólico existente no país.

Neste momento operam no país na área de telefonia móvel a Mcel, pública, e a Vodacom, privada. Com 32 metros de altura, a turbina é controlada por computador e pode ser operado a partir de qualquer ponto do mundo, de onde também se pode saber quanta energia esta a gerar, a direcção dos ventos, entre outros detalhes. “Significa que estamos a trilhar o caminho que nos próprios traçamos no sentido de promover o desenvolvimento das chamadas energias novas e renováveis.

Demos os primeiros passos com a instalação de painéis solares, para alem de estarmos empenhados nos biocombustíveis e a avançar nas minihidricas”, disse, por outro lado, o Ministro da Energia. No passado, Moçambique usou os chamados ‘moinhos de vento’ mas que eram mecânicos e se destinavam a puxar agua para diversos fins. Um contrato de compra e venda de energia entre os promotores da iniciativa e a Electricidade de Moçambique (EDM) já foi rubricado, o que também vai assegurar que o preço da energia seja o mesmo com o que esta em vigor e estabelecido pela EDM.

O projecto pertence a um consórcio constituído pelas empresas “Adventure Power”, “Palm Tree Power” e “OKhela”, envolvendo moçambicanos, sul-africanos e norteamericanos.

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