V inte e dois produtores de diferentes comunidades do distrito de Lalaua aguardam desde 2008 pelo pagamento do seu dinheiro, resultante da venda a crédito de 7.082 quilogramas de tabaco a uma empresa do ramo, baseada na capital provincial de Nampula.
Segundo Manuel Palhota, director distrital das actividades económicas, a Tabacos do Norte de Moçambique (TNM) deve cerca de 200 mil meticais aos produtores e pouco mais de 300 mil a 15 dos seus trabalhadores do campo, valor que, entretanto, o governo promete cobrar de forma coerciva.
O director das actividades económicas referiu, ainda, que a empresa em causa, para além de contrair dividas, abandonou na região um camião de marca Renault alugado a um agente económico para escoamento do tabaco, a partir das unidades de produção. O tabaco adquirido aos camponeses encontra-se, ainda, amontoado num armazém construído com material precário e em mau estado de conservação, facto que afasta a possibilidade de vir a ser recuperado.
Em encontro com o governador da província, os camponeses mostraramse constrangidos com esta situação que, segundo fontes da Agricultura, poderá vir a contribuir para fraca produção daquela cultura de rendimento nas próximas campanhas. Entretanto, o governador encorajou os camponeses a continuarem a produzir e assumiu que irá accionar todos os mecanismos no sentido de reaver o valor e canalizá-lo aos legítimos donos.
Da parte da empresa ninguém aparece para dar qualquer esclarecimento à volta do assunto e resultaram em fracasso as várias tentativas encetadas pelo nosso jornal com o propósito de contactar os responsáveis.