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Em vídeo, antigo assessor de Saddam pede resistência

O principal membro dum grupo próximo ao ex-ditador iraquiano Saddam Hussein que ainda está solto criticou o actual governo e exortou os simpatizantes do ex-Partido Baath a organizarem uma resistência, mostrou um vídeo publicado nos sites dos partidários da legenda.

O vídeo mostra Izzat Ibrahim al-Douri, chefe do Partido Baath, de Saddam e o membro mais sénior do antigo governo ainda em liberdade.

O ex-presidente foi derrubado e a sua legenda banida depois da invasão de 2003, liderada pelos Estados Unidos. O vídeo não era datado e a identidade de Douri não pode ser confirmada de forma independente.

Douri publicou um áudio, ano passado, criticando o primeiro-ministro Nuri al-Maliki por capturar ex-membros do Partido Baath no Iraque.

“Temos que recomeçar imediatamente… a reconstruir o revolucionário Partido Baath”, afirmou ele no vídeo transmitido no 65º aniversário da formação da legenda.

O vídeo mostrou um homem que aparentava ser Douri sentado e vestindo um uniforme da época de Saddam, em frente a uma antiga bandeira do Iraque. Havia um grupo de guarda-costas ao redor dele, assim como Al-Douri fazia em discursos no passado.

Depois da invasão, Al-Douri foi classificado como o sexto mais procurado numa lista com 55 iraquianos divulgada pelos militares norte-americanos. Uma recompensa de 10 milhões de dólares foi oferecida pela sua captura.

No seu vídeo, ele criticou o actual governo xiita do Iraque e os governos árabes que o apoiam, além de acusá-los de traição e conspiração contra os insurgentes iraquianos que lutaram contra os militares norte-americanos depois da invasão.

As autoridades dos EUA o acusaram de organizar a insurgência. “Nove anos passaram desde a invasão e ocupação e esses traidores corruptos viraram suas costas contra a heróica resistência iraquiana”, afirmou.

Ele alertou também os países sunitas sobre o que chamou de “invasão de Safavid”, uma aparente referência à crescente influência xiita no governo do Iraque, em uma região cada vez mais dividida entre as facções.

O governo diz que muitos ex-integrantes do Partido Baath organizaram-se em grupos insurgentes que resistem à chegada da maioria xiita ao poder depois da queda de Saddam.

Maliki ordenou a prisão de centenas de ex-membros do Baath, ano passado, antes de as últimas tropas norte-americanas deixarem o país, causando uma crise que ameaçou um frágil acordo de poder entre os blocos sunita, xiita e curdo.

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