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Em perspectiva processamento de subprodutos do caju

Indústrias para o processamento dos subprodutos do caju estão em fase de implantação na província de Nampula e, até principio do próximo ano, uma unidade de produção de resinas industriais à base de bagaço de castanha de caju com aplicação no ramo automóvel e de fabrico de vários utensílios industriais estará em funcionamento, de acordo com revelações de Silvino Martins, representante da Associação dos Industriais do Caju no lançamento oficial da campanha de comercialização daquela cultura de rendimento.

 

 

A fonte precisou que o equipamento para a referida fábrica, que vai empregar dezenas de trabalhadores, já se encontra em Nampula, e o projecto está, neste momento, na fase de construção da infra-estrutura no distrito de Nampula-Rapale.

Factores como a estabilização dos resultados das últimas duas safras bem como as medidas implementadas pelo governo para proteger a indústria do caju que consistem em aprovisionar matéria prima para garantir a laboração das unidades fabris durante o ano, influenciaram os industriais a avançar com a ideia de fazer o processamento dos subprodutos da castanha.

Ao nível do mercado internacional, a resina de bagaço de castanha de caju está cotada entre 500 a 800 dólares norte-americanos por tonelada métrica, um ganho que actualmente tem sido desperdiçado e que podia contribuir, sobremaneira, no esforço do governo visando a redução da pobreza absoluta.

A produção de resinas industriais à base de bagaço de castanha de caju exige que a fábrica de descasque de amêndoa tenha, no mínimo, oito mil toneladas para laborar todo o ano e isso já é possível pelo facto da produção estar a crescer e o governo estar de mãos dadas com o sector privado, visando acrescentar valor aos produtos agrícolas, em particular o caju que é uma fonte segura de rendimento e de emprego para milhares de famílias – disse Silvino Martins Para um futuro muito próximo, o desafio dos industriais do caju em Nampula focaliza-se para o aproveitamento do falso fruto do caju para a produção de sumos e bebidas alcoólicas.

Contudo o interlocutor adverte que as plantações individuais e comerciais devem obedecer a padrões de organização, pois a apanha de caju deve ser feita na mesma plantação por produtores treinados porque deve ser feita somente na parte da manhã.

Estamos, neste momento, empenhados na capacitação dos industriais para fazer o processamento secundário da amêndoa fazendo adição de amêndoa com gergelim, açúcar, sal, entre outros ingredientes, para acrescentar valor – frisou Silvino Martins.

Nampula, que é o maior produtor de castanha de caju, espera comercializar cerca de 50 mil toneladas e um facto positivo é que no dia da abertura oficial dos mercados o quilograma era vendido a 15 meticais, o que faz antever um processo renhido com ganhos para o produtor.

O representante do governador de Nampula na cerimónia, José Varimelo, realçou o trabalho que o Incaju tem vindo a realizar em parceria com os produtores para a melhoria da qualidade da produção, consubstanciado no maneio integrado da cultura através da produção e entrega de mudas de variedade tolerantes à doenças e pragas para novos plantios.

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