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Promover cultura como factor de crescimento sócio económico

Técnicos afectos às direcções de cultura de todas as Onze províncias comprometeram-se, há dias, a fazer da cultura um elemento impulsionador do desenvolvimento sócio económico do país, influenciando mudanças de comportamento das populações em relação a três importantes pilares que pesam na medição da qualidade de vida, nomeadamente a saúde, educação e urbanismo.


Este compromisso foi assumido no decurso da acção de capacitação de técnicos e responsáveis de planificação provinciais do sector da cultura de todo o país, realizado esta semana na Ilha de Moçambique e que contou com a participação de parceiros de cooperação, em particular da Embaixada da Espanha e da UNESCO.

Entre muitos objectivos, o encontro visava fundamentalmente divulgar os programas do Ministério da Cultura à luz da nova metodologia de planificação, para potenciar os técnicos em matérias especificas inerentes à gestão cultural, que lhes possibilite realizar as suas obrigações laborais de forma harmonizada.

Com efeito aqueles profissionais comprometeram-se a capitalizar os ensinamentos adquiridos no encontro, de cerca de quatro dias, visando transformar a diversidade cultural em factores que possam influenciar as comunidades a observar de forma positiva os cuidados a ter para a prevenção e combate às doenças endémicas, bem como a apostar no ensino para ultrapassar as barreiras decorrentes da ignorância.

Muitas das cidades e vilas do país enfrentam dificuldades para a expansão dos serviços públicos aos cidadãos, nomeadamente água, electricidade, comércio, saúde, educação e comunicações,em consequência das construções desordenadas que, na óptica dos técnicos da cultura, favorece um ambiente para a propagação célere de doenças endémicas, entre as quais a criminalidade, que ameaçam perpetuar as várias manifestações da pobreza.

Referiram que a cultura tem uma contribuição forte à estabilização e coesão social e à prevenção dos conflitos.

É, no seu entender, um factor de desenvolvimento económico durável com impacto positivo na qualidade de vida dos cidadãos que, entretanto, deve ser privilegiada na elaboração dos planos de governação.

A secretaria permanente do Ministério da Cultura, Maria Manuela Rico, que orientou os trabalhos da referida formação, congratulou-se com o compromisso assumido pelos técnicos do seu pelouro e ajuntou que o governo estará atento a manifestações semelhantes.

Precisou, ainda, que o MICULT criou as direcções nacionais das indústrias culturais e criativas e do património cultural. Cuja decisão, observou, visa promover as indústrias culturais que já existem e que tem estado a contribuir para a ocupação e geração de renda a várias famílias, para além de promover a cultura de investigação, preservação e conservação da riqueza patrimonial.

No encontro foram apontados algumas limitações que as empresas culturais existentes enfrentam para desenvolver cabalmente as suas actividades relacionadas, sobretudo, com escassez de infra-estruturas de difusão, meio regulador e económico pouco favorável ao desenvolvimento, além de dificuldades de acesso aos recursos financeiros técnicos e humanos.

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