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Em acentuado declínio consumo de bens e serviços internos

Em Moçambique está a acentuar-se o declínio do consumo de bens e serviços internos, cenário que resulta na queda da contribuição do comércio externo líquido para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A situação deve-se a constantes apreciações das taxas de câmbio das moedas dos cinco principais parceiros do comércio externo de Moçambique, face à divisa moçambicana, o Metical, segundo conclui uma pesquisa patrocinada pela Agência dos Estados Unidos da América para Desenvolvionento Internavional (USAID) sobre o impacto das flutuações da taxa de câmbio na economia moçambicana.

As apreciações do Dólar dos EUA, Rand, Euro, Yuan da China e Rupia da Índia em relação ao Metical tornam os bens e serviços produzidos dentro do país “mais dispendiosos”, em relação aos bens e serviços externos.

“Consequentemente, há declínio do consumno interno e aumento das importações”, realça o documento da USAID para em seguida esclarecer que desde que os exportadores de Moçambique se envolvem no comportamento da determinação dos preços, reduzindo as suas margens em resposta a apreciação da divisa nacional e mantendo os preços de exportação há resposta de certo modo “restritiva” das exportações à apreciação da moeda.

Volatilidade do Metical O documento sobre impacto das flutuações da taxa de câmbio na economia moçambicana teve comentários, sobre o seu conteúdo, do administrador do Banco de Moçambique, Waldemar de Sousa, e conclui que a taxa efectiva nominal do Metical registou, desde 1995 a 2011, depreciação significativa de 50% face a todos os seus principais parceiros comerciais.

Grande parte desta deterioração na competitividade do Metical deveu-se a taxa de inflação “muito mais elevada no país” em comparação com os seus principais parceiros externos comerciais que são os EUA, África do Sul, União Europeia, China e Índia.

A União Europeia e África do Sul têm pesos maiores do comércio com Moçambique estimados em 55,7% e 36,3%, respectivamente, contra 3,2% de peso da China, 2,6% da Índia e 2,2% dos EUA.

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