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Eles querem mudar o país

Eles querem mudar o país

Por ocasião da comemoração do dia 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, o @Verdade colheu o que constitui os anseios, as angústias e os sonhos de algumas crianças, com idades compreendidas entre cinco e 14 anos, nas cidades de Nampula, Maputo e Matola.

Elas contaramnos o que lhes vai na alma e o que pretendem mudar na sociedade. Acabar com a fome e a corrupção, construir escolas e hospitais e criar oportunidades de emprego são alguns dos seus maiores desejos. Em suma, os petizes querem mudar Moçambique, para melhor…

Omar Cristóvão (13)

O sonho de Omar Cristóvão, que frequenta a sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula, é ser advogado porque, explica, “quero tirar os inocentes da cadeia”.

Para o petiz, são poucos os direitos das crianças que são respeitados. Porém, o que mais o preocupa é o facto de não serem punidos os prevaricadores dos direitos da criança. Se fosse Presidente da República, acabaria com a corrupção e criaria oportunidades de emprego para todos os moçambicanos.

 

Cláudia Agostinho (cinco)

Cláudia Agostinho frequenta o ensino pré-primário no Centro Infantil Activas, na cidade de Nampula, e sonha um dia tornar-se agente da polícia, tal como o seu progenitor.

Com apenas cinco anos de idade, a petiz pretende acabar com o nível de criminalidade e o desemprego no bairro onde mora. Quando está em casa, no seu tempo livre, adora brincar com bonecas, mas aprecia andar de triciclo. Diz que a sociedade não respeita os direitos das crianças, sobretudo o direito a brincar.

Se fosse Presidente da República, Cláudia construiria parques de diversão para as crianças, escolas e hospitais por todo o país, criaria postos de trabalho para todos os moçambicanos e faria de tudo para acabar com as doenças, principalmente as que mais afectam os mais novos.

Teresa Eurico da Silva (14)

Desde pequena, Teresa Eurico da Silva, de 14 anos de idade, sonha em ser professora, ou seja, ensinar os outros, sobretudo as crianças, a ler e escrever. Esse é o seu maior desejo. Frequenta a sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula, e, para ela, a educação devia ser uma prioridade por parte do Governo e os mais novos deviam merecer mais atenção da sociedade no geral.

Acredita que só se pode ter um país livre da criminalidade e violência, criando mais empregos. Se fosse Presidente da República, diz que criaria condições para permitir que todos os petizes e adultos tivessem acesso à educação e saúde, além disso, acabaria com a fome, o pensamento de guerra e formaria uma equipa de dirigentes que se identificasse com as inquietações do povo.

Ediwi Deleo (cinco)

Ediwi não tem dúvidas sobre o que pretende ser quando for adulto: “Quero ser polícia para prender os ladrões e proteger as pessoas”, explica o petiz. A frequentar o último ano do ensino pré-primário no Centro Infantil Activas, Ediwi adora brincar com os seus amigos.

Diz que quer ver todas as crianças do mundo felizes. E se um dia vier a ser Presidente de República, o pequeno rapaz vai construir mais hospitais, escolas e, principalmente, cadeias.

Mário Luz (13)

Omar é aluno da sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula. Considera a criança o ser mais importante e que todas elas deviam ter acesso à educação e à saúde. Diz que todos os petizes têm direito ao amor, carinho e atenção dos mais velhos.

Lamenta o facto de os pais e/ou encarregados de educação não se preocuparem com o desempenho escolar dos filhos e/ou educandos. O seu sonho é ser médico, pois gostaria de tratar e cuidar dos doentes. Se fosse Presidente da República, acabaria com a criminalidade, a guerra, a pobreza e criava mais oportunidades de emprego, além de construir mais hospitais.

Stefanny Emílio (cinco)

O pequeno Stefanny está indeciso quanto à profissão que pretende abraçar quando for adulto, porém, afirma que gostaria de cuidar dos enfermos, sobretudo as crianças. Nos tempos livres, adora brincar com os amigos e jogar à bola.

Diz que o seu sonho é ajudar as crianças desfavorecidas. Se fosse Presidente da República, o petiz que frequenta o ensino pré-primário no Centro Infantil Activas construiria hospitais e centros de acolhimento de crianças e idosos vulneráveis.

Charline Tiva (cinco)

Charline Tiva tem o sonho dividido entre ser enfermeira e professora, mas sublinha que adoraria cuidar dos doentes. Ela frequenta o Centro Infantil Activas e é apaixonada por bonecas, além de assistir a programas infantis na televisão.

Gostaria de melhorar as condições de vida dos moradores do seu bairro, Napipine. O que mais a preocupa é a violência contra as crianças. Diz que os adultos são responsáveis pelo número crescente de meninos da rua. Se fosse Presidente da República, diz que construiria mais escolas e hospitais, e formaria mais professores e enfermeiros.

 

Catarina João (nove)

Ela diz que futuramente gostaria de ser professora. Escolhe esta profissão porque tem vocação para tal. “Eu sinto que tenho o dom de transmitir conhecimento aos outros. Por isso, prefiro apostar nesta profissão. Também estarei a contribuir directa ou indirectamente para o desenvolvimento de Moçambique”.

Se fosse Presidente da República, a primeira coisa que podia fazer e que seria uma das linhas de força da sua máquina governativa passaria por garantir uma alimentação básica e condigna àquelas pessoas que passam por dificuldades e não têm como garantir a sua alimentação.

“Aqui em Moçambique parece que os dirigentes só se olham entre eles, esquecem-se dos outros que se debatem com uma pobreza lamentável demais. Eu gostaria de ser mais atenciosa e sensível para com as camadas desfavorecidas”, diz.

Momade Leopoldo (13)

Estuda na Escola Primária Completa 7 de Abril e frequenta a sexta classe. À semelhança de alguns petizes, o sonho de Momade é ser médico, pois gostaria de prestar assistências aos doentes.

“Quero ajudar todas as pessoas doentes, principalmente as crianças”, afirma. Além disso, Momade gostaria de ver todas as crianças na escola. Se fosse Presidente da República, ele construiria mais escolas, melhoraria as salas de aulas existentes no país e criaria condições para que as crianças desfavorecidas e órfãs tivessem acesso à educação.

 

António Alberto (12)

António ainda não decidiu ao certo o que pretende ser quando for adulto, mas diz que gostaria de ser funcionário público. O seu sonho é administrar escolas e hospitais. Este petiz, que frequenta a sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril, lamenta o facto de haver crianças abandonadas nas ruas.

Se fosse Presidente da República melhoraria a condição de vida da população moçambicana, aumentaria os transportes públicos e criaria novas paragens e novas rotas para evitar que os trabalhadores chegassem atrasados aos seus postos de trabalho.

Nafisa Pedro (12)

Ela é aluna da sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula e pretende ser uma advogada, pois o seu grande desejo é defender e libertar as pessoas presas injustamente, além de ajudar os que precisam. No seu entender, os direitos da criança não são respeitados pelos mais velhos.

Outro facto que preocupa a rapariga de 12 anos de idade é o número cada vez maior de mortes nos hospitais do país. E diz que, se fosse Presidente da República de Moçambique, acabaria com o mau atendimento nas unidades sanitárias, melhorar o sistema de saúde e criar um ensino de qualidade, ou seja, tornaria o ensino gratuito da 1ª à 12ª classe.

Siclair Bernardo (11)

Para este petiz, os direitos da criança, além de não serem divulgados, são sistematicamente violados. Porém, o sonho de Siclair Bernardo é ser professor, pois gostaria de formar doutores em diversas áreas para contribuírem para o desenvolvimento social, cultural e económico do país. Se fosse Presidente da República, acabaria com a pobreza, a fome e a corrupção e acolheria todas as crianças que vivem na rua. Além disso, construiria escolas, hospitais e jardins e parques para todas as crianças brincarem.

Benilde Titos (13)

É aluna da sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula. O sonho desta rapariga, de 13 anos de idade, é ser professora. “Gosto de transmitir os meus conhecimentos aos outros”, justifica e acrescenta que gostaria de ajudar todas as pessoas no que diz respeito à leitura e à escrita.

Se fosse Presidente da República, além de construir mais escolas para permitir que todos tenham acesso à educação, Benilde Titos ajudaria a quem precisa, acabaria com a pobreza e faria tudo o que estivesse ao seu alcance para desenvolver o país.

Jorge Estêvão (13)

O sonho de Jorge é ser piloto, mas se fosse Presidente da República, aumentaria os transportes públicos, construiria escolas e acabaria com o pensamento de violência, sobretudo a guerra. Ele aponta a mendicidade e a falta de vaga nas escolas como os grandes problemas que afectam as crianças. Diz que os direitos da criança (ter uma família, um lar, alimentação e roupa para vestir) não são respeitados pelo Governo e pela sociedade em geral.

Ruth Maulana (12)

Para esta aluna, o que a preocupa é o facto de as crianças abandonarem a escola para ganharem a vida nas ruas, muitas vezes obrigadas pela própria família. No seu entender, o Governo devia proibir as crianças de exercer qualquer tipo de actividade económica, onde quer que seja, criando condições para abrigá-los. O sonho de Ruth Maulana é ser enfermeira. Se um dia for Presidente Maulana, vai construir orfanatos e acabar com a fome, a criminalidade e a pobreza absoluta.

 

Isabel Henrique (11)

Aluna da Escola Primária Completa 3 de Fevereiro, Isabel frequenta a sexta classe. Afi rma que no futuro gostaria de ser médica ou enfermeira. Escolhe esta área porque, para ela, não há nada melhor que garantir saúde a todo o ser humano.

A pequena Isabel aponta que em Moçambique há muitas doenças que ceifam vida às pessoas, apesar de que tal pudesse ser de alguma forma evitado. Se fosse Presidente da República construiria mais hospitais, para garantir cuidados básicos de saúde. Uma outra coisa que acha que poderia fazer é a abertura de estradas nas zonas urbanas e suburbanas, bem como alargar a rede escolar em todo o país.

Benilde Titos (13)

É aluna da sétima classe na Escola Primária Completa 7 de Abril em Nampula. O sonho desta rapariga, de 13 anos de idade, é ser professora. “Gosto de transmitir os meus conhecimentos aos outros”, justifi ca e acrescenta que gostaria de ajudar todas as pessoas no que diz respeito à leitura e à escrita.

Se fosse Presidente da República, além de construir mais escolas para permitir que todos tenham acesso à educação, Benilde Titos ajudaria a quem precisa, acabaria com a pobreza e faria tudo o que estivesse ao seu alcance para desenvolver o país.

 

Jorge Estêvão (13)

O sonho de Jorge é ser piloto, mas se fosse Presidente da República, aumentaria os transportes públicos, construiria escolas e acabaria com o pensamento de violência, sobretudo a guerra. Ele aponta a mendicidade e a falta de vaga nas escolas como os grandes problemas que afectam as crianças. Diz que os direitos da criança (ter uma família, um lar, alimentação e roupa para vestir) não são respeitados pelo Governo e pela sociedade em geral.

 

Ruth Maulana (12)

Para esta aluna, o que a preocupa é o facto de as crianças abandonarem a escola para ganharem a vida nas ruas, muitas vezes obrigadas pela própria família. No seu entender, o Governo devia proibir as crianças de exercer qualquer tipo de actividade económica, onde quer que seja, criando condições para abrigá-los. O sonho de Ruth Maulana é ser enfermeira. Se um dia for Presidente Maulana, vai construir orfanatos e acabar com a fome, a criminalidade e a pobreza absoluta.

 

Cecília Fernando (11)

O sonho de Cecília é ser médica pois só assim pode, considera, ajudar o próximo. Diz que os adultos não respeitam os direitos da criança, sobretudo o direito a brincar e a crescer sem nenhum constrangimento. Se fosse Presidente da República, criaria orfanatos para as crianças desfavorecidas e aumentaria o salário dos trabalhadores de modo a que estes tivessem uma vida condigna.

Cadir Salimo (oito)

É aluno da Escola Primária Completa Unidade T.3, na cidade da Matola. Presentemente frequenta a terceira classe e diz que no futuro gostaria de ser mecânico-auto, tal como o seu pai. Se não fosse por esta influência, ele afirma que gostaria de ser médico.

Se fosse Presidente da República “eu construiria escolas para todos os subsistemas de ensino e estradas para permitir uma boa comunicação entre diferentes partes do país. Eu também proporcionaria habitação aos mais necessitados e vulneráveis”.

Hermínia Nhagumbe (nove)

Ela frequenta a terceira classe na Escola Primária Completa Unidade T.3. Natural de Zavala, província de Inhambane, Hermínia diz que o seu sonho é ser médica porque gosta de cuidar da saúde dos outros. “Não gosto de ver as pessoas a sofrer por problemas que podem ser muito bem evitados ou resolvidos”, disse.

Se fosse Presidente da República apostaria bastante no sector de educação, ou seja, trabalharia no sentido de garantir uma boa qualidade de ensino no país, sobretudo nos primeiros níveis. Hermínia vai mais longe ao acrescentar que gostaria que o ensino, desde a primeira à décima segunda classe fosse gratuito para permitir que ninguém ficasse sem estudar só por falta de condições.

Promece Mugabo (nove)

Futuramente, ele gostaria de ser cantor, cantar só para Deus (cânticos corais e religiosos). Aponta ainda que entoando cânticos religiosos estaria de certa forma a louvar o Senhor. Esta é uma das formas de garantir uma ligação permanente com Deus. Para Promece não há melhor coisa que louvar o Senhor por todos os seus feitos. Se fosse Chefe de Estado iria garantir a habitação a todos os jovens, sobretudo os que vivem no sofrimento e na miséria. Mais ainda, construiria o maior número de escolas possível, de forma que nenhuma criança ficasse fora do Sistema Nacional de Ensino por falta de vagas ou condições financeiras.

 

Telmina Banze (11)

Ela frequenta a sexta classe na Escola Primária Completa 3 de Fevereiro, na cidade de Maputo. É a única das nossas entrevistadas que disse que gostaria de fazer Relações Internacionais e formar-se em Diplomacia. A par disso, gostaria de falar muitas línguas, para melhor entender esta área que pretende seguir futuramente.

Se fosse Presidente da República iria garantir uma cesta básica de produtos alimentares a todas as pessoas desfavorecidas e vulneráveis. Outra coisa não menos importante na óptica desta menina era que todas crianças frequentassem a escola, pelo menos até o nível básico. Assim sendo, teríamos pessoas que pelo menos soubessem ler e escrever.

Denisse Mudei (11)

Frequenta a sexta classe e diz que no futuro gostaria de ser médica ou enfermeira, uma profi ssão que considera indispensável em todo o mundo. Segundo afi rma, em Moçambique os médicos são insufi cientes, se se tiver em conta a densidade populacional neste país.

Denisse diz ainda que se fosse Chefe do Estado faria todo o esforço possível para que a população moçambicana não passasse pelo sofrimento, de tal maneira que alguns não tenham abrigo, muito menos o que comer. Garantir o bem-estar à população seria uma das prioridades do governo chefiado por Denisse.

 

Filomena Litos (14)

A estudante Filomena quer ser modelo quando for mais crescida. Desfilar nas passarelas internacionais é a maior ambição desta rapariga que frequenta a sétima classe na Escola Primária 7 de Abril em Nampula.

É da opinião de que os direitos das crianças são respeitados, embora não na sua plenitude. Se fosse Presidente da República, ela acabaria com a corrupção, lutaria para o bem-estar de todos e ajudaria as crianças órfãs, ou seja, daria um abrigo aos meninos da rua e faria de tudo para que eles se sentissem protegidas.

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