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Economia moçambicana vai crescer 10 por cento, segundo Guebuza

O Presidente da República, Armando Guebuza, diz estar convicto que o crescimento da economia moçambicana irá atingir uma taxa de 10 por cento ao longo da próxima década. Estas declarações foram proferidas, Quarta-feira (13), na cidade de Sydney, Austrália, durante um Seminário sobre Comércio e Investimento em Moçambique, um evento que contou com a presença de mais de cinco dezenas de empresários de ambos os países.

“Na última década e meia, crescemos a uma média superior a sete por cento e agora esperamos acelerar para cerca de 10 por cento na próxima década, graças aos novos investimentos na exploração de recursos naturais, sobretudo carvão mineral e gás natural”, disse Guebuza, que se encontra a efectuar uma visita de estado a Austrália, de cinco dias, iniciada Segunda-feira.

Na ocasião, o Chefe de Estado fez questão de frisar que Moçambique é um dos poucos países não produtores de petróleo que regista uma taxa de crescimento das mais elevadas do mundo inteiro.

Mais uma vez, Guebuza aproveitou a oportunidade para enaltecer o apoio concedido pela Austrália à Moçambique durante o período em que decidiu impor sanções políticas e económicas contra o regime segregacionista da antiga Rodésia do Sul, na altura liderada por Ian Smith.

O governante moçambicano arrolou como atractivos para investir no país a existência de vastos depósitos de recursos naturais, citando como exemplo o carvão mineral, pedras preciosas, gás natural, terra para a produção de bio-combustíveis, agricultura, aquacultura e esta- belecimento de agro-indústrias.

Para facilitar o comércio e investimentos em todo o país, o governo moçambicano tem vindo a implementar uma série de programas de grande escala para reabilitar e modernizar as infra-estruturas tais como estradas, linhas férreas, produção e distribuição de energia e telecomunicações.

O governo também está a prestar atenção ao desenvolvimento de recursos humanos através do estabelecimento de instituições de ensino, incluindo escolas técnicas e do ensino superior.

Além disso, disse Guebuza, o governo partilha o objectivo comum de criar em Moçambique um ambiente de negócios que vai ajudar as companhias a gerar lucros e a maximizar a riqueza dos seus accionistas através de investimentos bem sucedidos, providenciando emprego para a crescente força de trabalho moçambicana com uma renda suficiente para o seu sustento e de seus dependentes.

Por seu turno, isso vai contribuir para o combate a pobreza, que é a actual agenda nacional. O governo também aprovou uma série de pacotes de incentivos para investimento nas zonas de processamento de produtos de exportação.

Outras iniciativas incluem uma Legislação para Parcerias Público-Privadas, que tem por objectivo atrair intervenientes privados no sector de desenvolvimento de infra-estruturas que, até recentemente, eram consideradas como sendo de responsabilidade exclusiva do governo moçambicano.

Falando em nome da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o empresário Salimo Abdula disse que esta instituição está a trabalhar para influenciar positivamente o comércio, investimento e as relações comerciais entre Moçambique e seus parceiros globais. Como atractivo para os investidores australianos, Salimo Abdula cita como exemplo uma taxa de crescimento económico muito elevada, controlo da inflação e reformas introduzidas na economia.

Para Abdula, investir em Moçambique significa beneficiar da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), ao abrigo do qual os produtos manufacturados em África gozam de acesso livre de direitos ao mercado dos Estados Unidos, acesso livre a África do Sul, que é a economia mais importante na África Austral, acesso a zona de comércio livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e isenção de direitos alfandegários no mercado europeu ao abrigo do Acordo para os Países Menos Desenvolvidos.

O presidente moçambicano, na companhia de sua esposa, Maria da Luz, foi recebido em audiência, em Sydney, pela governadora da Nova Gales do Sul (em inglês New South Wales), Marie Bashir.

Com uma população estimada em cerca de sete milhões de habitantes, Nova Gales do Sul é o estado com o maior número de habitantes na Austrália. No período da tarde, Guebuza reuniu-se com um grupo de estudantes e cidadãos moçambicanos residentes neste país.

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