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É preciso lutar para atingir a equidade do género

A mulher moçambicana deve continuar a lutar para atingir a verdadeira equidade de género, considera Verónica Macamo, presidente da Assembleia da República (AR), que falava este Domingo (07) pela ocasião do Dia da Mulher Moçambicana.

Para Macamo, no diz respeito à equidade do género, o país tem alcançado resultados encorajadores. Entretanto, é possível melhorar ainda mais. “Quando olhamos para a mulher moçambicana verificamos que ela está cada vez mais integrada na vida política, económica e sociocultural do país,” disse a número um do parlamento moçambicano.

Enquanto isso, a chefe da bancada da Frelimo, Margarida Talapa, que também defende que a mulher moçambicana encontra-se, hoje, mais bem posicionada comparativamente há alguns anos, entende que é preciso continuar a lutar para que mais mulheres consigam participar em pé de igualdade com os homens nas diferentes frentes de combate tal como o fizeram em tempos de luta de libertação nacional.

“Devemos fazer uma reflexão em relação àquelas mulheres que ainda não conseguem dar a sua participação activa no desenvolvimento de país,” sublinhou Tapala, para quem a mulher dever garantir a produção alimentar.

Enquanto isso, a ex-governadora a cidade de Maputo e actual deputada da AR pela bancada parlamentar da Frelimo, Rosa da Silva, considera que os principais desafios da mulher, neste momento, passam por garantir a produção alimentar, de modo a livrar-se da dependência da importação e também conquistar mais espaço nos órgãos de tomada de decisão.

Da Silva explicou ainda que, por a mulher ser a maioria populacional no país, há uma extrema necessidade de as decisões tomadas nas mais variadas áreas a favoreçam. No entanto, para que isso aconteça é preciso que a mulher esteja nestes órgão decisórios de modo a fazer velar pelos seus interesses.

Por outro lado, segundo disse a nosa entrevistada, a mulher, na sua luta de combate à pobreza, deve apostar, cada vez mais, no auto-emprego e outras actividades de geração de renda, sem necessariamente precisar de ter um patrão.

Entretanto, confrotada pelo @Veradade acerca das dificuldades que a mulher tem enfrentado para aceder ao crédito bancário, Da Silva justificou que “as dificuldades existem em todo lado, mesmo nos países mais desenvolvidos, as dificuldades são infinitas e, por conseguinte, os meios são escassos.”

Portanto, o que é preciso é procurar sempre uma saída para os problemas. “A mulher tem de continuar a batalhar para de facto mostrar a sua presença e alcançar a sua independência,” finalizou.

 

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