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É encorajadora a posição assumida pelo Governo – refere embaixador da Itália

O embaixador da Itália em Moçambique, Carlo Lo Cascio, considerou de “boa colaboração e posição encorajadora” a forma como o Governo moçambicano se comportou durante as mais recentes negociações com o G-19 (Grupo de 19 parceiros internacionais de cooperação com Moçambique) sobre a Governação e Inclusão Política em Moçambique.

Em declarações em exclusivo ao Correio da manhã, Cascio disse que o G-19 espera “uma boa resposta às questões apresentadas pelo grupo ao Governo sobre a Boa Governação e Inclusão Política” e amplamente discutidas no encontro decorrido no passado dia 19 de Fevereiro, em Maputo, a pedido do Executivo do Presidente Armando Guebuza, em carta-resposta deste a um conjunto de 71 pontos levantados pelo G-19.

“Não posso detalhar os pontos específicos tratados sobre a matéria, mas garanto-lhe que o grupo espera resposta positiva, dentro em breve, a uma série de pedidos de esclarecimento e de garantias para uma excelente cooperação com Moçambique”, enfatizou aquele diplomata, respondendo a uma pergunta do jornal sobre os resultados obtidos no supracitado encontro.

União Europeia

Entretanto, de fontes próximas da Delegação da União Europeia em Moçambique, o jornal apurou que o G-19 mostrou-se inquietante quanto à alegada intromissão excessiva do partido FRELIMO nas acções de governação, “e, duma forma geral, sobre a inclusividade política e reformas eleitorais, transparência na governação económica e luta contra a corrupção”, avançou a fonte sem especificar em concreto os assuntos debatidos e as respostas obtidas.

Sabe-se, entretanto, que sobre as eleições a Assembleia da República (AR) agendou para a sua primeira sessão ordinária, que inicia nos finais deste Março, a revisão do pacote eleitoral e do Regimento do Parlamento moçambicano de modo a, entre outras inovações, satisfazer a petição do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) de formar bancada com oito deputados.

O desiderato da formação do engenheiro Daviz Simango não tem acolhimento no actual Regimento da AR por fixar 11 como número mínimo de deputados que uma formação política nacional deve ter para ter bancada parlamentar.

O MDM apenas conseguiu fazer eleger oito deputados nas últimas eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais, realizadas a 28 de Outubro de 2009.

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