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…E ainda não LIGAmos?

A Liga não encontra o caminho das vitórias e viu a distância para o primeiro classificado crescer para seis pontos. O Costa do Sol, esse, voltou a vencer fora de casa e mantém intactas as esperanças de lutar pelo título.

Há muito campeonato, é certo, mas começa a ser caso de estudo. A Liga Muçulmana continua sem ganhar quando assenta arraiais no seu relvado.

O pecúlio vai ganhando corpo a cada visita de um histórico, sendo, no último sábado, escrita nova página. Ruben indicou o caminho e depois foi só seguir as pisadas de Tó, para segurar o triunfo pela margem mínima.

A Liga Muçulmana abriu as portas de sua casa ao visitante canarinho e mostrou-lhe os usos e costumes das equipas de Artur Semedo. Início aguerrido, futebol rendilhado, muito apoio e pressa na hora de chegar à baliza.

O Costa do Sol foi embrulhado pela rigidez caseira, ficou atordoado mas não caiu. Resistiu, com a graça de Babo, a um Ruben isolado aos 24 minutos.

Sobreviveu às tentativas de Telinho e aos esforços de Jerry. Aos poucos foi ganhando confiança e passou a sentir-se mais confortável. Como uma criança num parque desconhecido, explorando até onde era seguro avançar. Com o tempo, apercebeu-se de que até o golo podia tentar.

Um gesto desnecessário

A partida ficou, no entanto, marcada por muitos nervos de parte a parte, uma lesão, uma expulsão e dualidade de critérios. Para Artur Semedo, o regresso à “casa” onde se sagrou campeão na época passada, teve, desta vez, um sabor amargo.

Paíto foi expulso por jogo sujo. O trinco muçulmano tirou Dito do jogo com uma cotovelada e foi tomar banho mais cedo. David Madigora fez entrar Jonas e Artur Semedo continuou com a mesma estrutura. Mas com menos um homem.

Os visitantes, apesar da superioridade numérica, foram os que menos perigo souberam criar face à desinspiração total do seu meio campo para descompensar a defensiva muçulmana.

Nem a maior liberdade concedida a Ruben para poder servir, amiúde, os companheiros através de passes de ruptura não estava a dar resultado. A Liga era, por essa altura, a equipa mais perigosa e só não marcou porque Jerry, na pequena área, aos 46 minutos, cabeceou fraco, permitindo a defesa de Abu.

Segundo tempo

Na segunda metade, como seria de esperar, a qualidade de jogo decresceu até porque a Liga procurou defender o empate e assumir o ataque através de transições rápidas. Foi, nessa altura, que todo o espírito de sacrifício e entreajuda dos guerreiros de Semedo veio ao de cima. Carlitos, que ficara no banco, foi um dos trunfos para controlar a posse de bola perante um Costa do Sol que pressionou mas sem capacidade para desequilibrar.

Balde de água fria

O balde de água fria chegou pelo pé direito de Tó, em forma de bomba. Quando todo o mundo acreditava no empate, Tó, encostado à esquerda, deixou Mucuapel nas covas e, à entrada da grande área, atirou para o fundo das malhas de Nelinho. Estavam jogados 87 minutos. A Liga sofreu um castigo pesado para o futebol que o Costa do Sol apresentou, mas o futebol não vive de vitórias morais.

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