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Documentalistas exigem melhor integração nas instituições

Participantes do primeiro Fórum dos Chefes de Secretaria e Coordenadores das Comissões de Avaliação de Documentos, consideram que os técnicos moçambicanos de documentação e arquivos, devem ser valorizados com vista a serem melhor integrados nas instituições públicas.

No encontro que teve lugar ontem na capital do país, foi tornado público que para que aquele grupo social se sinta valorizado no desempenho das suas funções, há uma necessidade de se desenvolver um trabalho coordenado com as instituições nacionais da área de documentação, para a elaboração da proposta de carreiras profissionais com vista a uma melhor integração destes no Sistema de Carreiras e Remuneração da Administração Pública.

No mesmo encontro, constatámos que os participantes entendem que se os profissionais de documentação e arquivos estiverem melhor integrados, estarão em condições de contribuir para a preservação das informações relativas às actividades do sector onde estiverem afectos.

Com vista a salvaguardar os documentos das instituições públicas, apontou-se para a imperiosidade das instituições públicas de ensino introduzirem nos cursos de formação que administram, ciências de informação com especialização em Arquiviologia e Bibliotecnia, capacitação em gestão dos Recursos Humanos, através dos Institutos de Formação em Administração Pública e Autárquica (IFAPA), Instituto Superior de Administração Pública (ISAP) e ainda incentivar a participação activa dos dirigentes, através do seu envolvimento no Sistema Nacional de Arquivos do Estado (SNAE).

Nos debates havidos, os Chefes de Secretaria e Coordenadores das Comissões de Avaliação de Documentos, apelaram, igualmente, para a necessidade de implantação de arquivos intermédios ao longo do país e de uma rede de Centros de Documentação e Informação da Administração Pública, acções que deverão ser levadas a cabo em coordenação com o Fundo Bibliográfico de Língua portuguesa.

Sobre as acções levadas a cabo com vista a dar os primeiros passos rumo à materialização dos objectivos almejados, avançou-se que, no âmbito da capacitação institucional, foram criadas 231 comissões de avaliação de documentos, sendo 71 a nível central e os restantes 160 a nível dos órgãos provinciais e distritais.

Em paralelo a estas acções, foram formados 46 técnicos provenientes de diferentes instituições públicas em matérias de gestão de documentos e arquivos, numa altura em que decorre desde Março do ano em curso, o processo de monitoria da implementação do SNAE. Nesse processo foram abrangidas até o momento, as províncias de Tete, Centro do país, Niassa, no Norte e Gaza, no Sul.

Intervindo no encontro, a Ministra da Função Pública, Vitória Dias Diogo, disse que as instituíções públicas já têm um espaço definido para a construção das suas infra-estruturas onde vão funcionar os arquivos intermédios, tendo apontado na ocasião e a título de exemplo, a unidade de gestão de arquivos intermédios da Presidência da República, 12 unidades em igual número de ministérios e mais seis unidades nas províncias de Niassa, Nampula, Sofala, Cabo Delgado, Maputo e Inhambane.

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