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Docentes ameaçam paralisar aulas na Escola Secundária de Mongicual

A Escola Secundária de Mogincual está à beira de paralisar as suas aulas, a qualquer momento, por não ter sido satisfeita a inquietação dos docentes daquele estabelecimento de ensino médio que reivindicam o pagamento de horas extraordinárias que lhes são devidas desde o início do presente ano lectivo até à data e sem qualquer esclarecimento plausível sobre a estranha situação.

A consumar-se a paralisação das aulas naquele estabelecimento, cerca de quatro mil alunos do curso diurno e nocturno ficarão prejudicados, pois que a maioria, que frequenta a 10ª e 12ª classes, deverá sujeitar-se aos exames finais sem beneficiar de matérias curriculares.

O distrito de Mogincual tem um défice de duzentos docentes no presente ano lectivo escolar, facto que obriga aos cerca de 400 professores efectivos a redobrar esforços, fazendo horas extraordinárias para garantir a cobertura das turmas existentes. No entanto, o seu esforço não tem sido compensado como está previsto por lei.

A nossa reportagem apurou, no terreno, que João Artur, director da escola secundária de Mogincual, tem se furtado ao diálogo com o quadro de docentes para explicar as razões relacionadas com o alegado atraso no pagamento de horas extraordinárias, facto que tem adensado o clima de crispação.

Os docentes da secundária de Mogincual acusam João Artur e o chefe administrativo da escola secundária local, Henriques Braímo, de desvio dos fundos destinados ao pagamento de horas extraordinárias.

Na sua opinião, o montante acumulado dos primeiros cinco meses do presente ano lectivo foram levantados no Banco de Moçambique em Junho último e, posteriormente, depositados numa das conta a prazo para gerar juros que serão repartidos entre ambos.

Apuramos que os valores referentes a diferenças por mudança de categoria que alguns docentes daquela escola tiveram direito, foram pagos na residência do chefe administrativo da mesma, num clima tenso em que houve ameaças de agressão física geradas pelo facto de Henrique Braimo se ter recusado a efectuar o pagamento não obstante possuir os montantes à sua guarda há três dias.

A nossa reportagem contactou telefonicamente João Artur para se explicar em torno das acusações que pesam sobre a sua figura, mas, desde Junho último a esta parte, não se tem mostrado disponível devido, alegadamente, à sua agenda se encontrar superlotada.

Contactado pelo nosso jornal sobre o assunto, o director distrital da Educação Juventude e Tecnologia em Mogincual, Cipriano Albino, prometeu que se vai inteirar sobre o que se está, efectivamente, a passar naquela escola, pois, o que era do seu conhecimento é que a direcção provincial do Plano e Finanças de Nampula registava algum atraso na liquidação das folhas atinentes à algumas remunerações.

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