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Doadores reduzem ajuda a uma das ONGs mais activas em Moçambique

A Actionaid, uma organização não governamental (ONG) britânica que se instalou em Moçambique em 1988, poderá não cumprimir totalmente o seu programa de apoio ao desenvolvimento rural de Moçambique previsto para 2013, devido à “substancial” redução de fundos pelos parceiros externos baseados na União Europeia e América Latina.

Para 2013, a ONG assegurou fundos correspondentes a apenas 123,1 milhões de meticais, cifra que “tende a reduzir nos últimos tempos devido à crise que assola a maioria dos países doadores”, disse, segundo o Correio da manhã, Amade Sucá, director-geral da Actionaid Moçambique, salientando que aquela situação vai ter “reflexos negativos no seu programa de desenvolvimento do país”.

Em 2012, o Reino Unido, Espanha, Itália e Brasil ca- nalizaram para aquela ONG o correspondente a cerca de 180 milhões de meticais para a viabilização de vários projectos de desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, de acordo ainda com aquela fonte, classificando a situação de “preocupante” na medida em que alguns parceiros ponderam “desistir e outros simplesmente reduzem as suas contribuições destinadas a Moçambique”.

Apesar daquele cenário, a Actionaid Moçambique vai continuar a apoiar as áreas de Educação, Saúde, Boa Gover- nação, Segurança Alimentar e Género nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado, segundo garantias de Amade Sucá.

Na área de Boa Governação, a sua intervenção destina-se à consciencialização das comunidades rurais sobre a importância do pagamento de impostos, assim como a fiscalização das acções do Governo destinadas à defesa e protecção dos seus direitos, explicou ainda aquele responsável, apontando o apoio à produção e acesso aos mercados de comercialização de produtos agrícolas como outras das acções que deverão ser desenvolvidas ao longo de 2013.

Grande parte das populações moçambicanas baseadas nas zonas fronteiriças, como o Zimbabué e Malaui, principalmente, canaliza os seus produtos agrícolas para aqueles países vizinhos a “preços muitas vezes abaixo do praticado no mercado, por falta de alternativas mais viáveis”, acrescentou, a título de exemplo, Sucá, salientando que uma das prioridades da sua organização visa o empoderamento das comunidades em conhecimentos e técnicas melhoradas para a realização de actividades produtivas mais “sustentáveis e justas”.

Amade Sucá falava esta segunda-feira, em Maputo, à margem de um encontro envolvendo várias organizações da sociedade civil moçambicana destinado a debater temas ligados à tributação e justiça económica em Moçambique. O evento termina esta Sexta-feira e foi organizado pela Actionaid Moçambique.

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