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Discretamente, a África do Sul trabalha para o seu Mundial

África do Sul tem longa jornada até a Copa

 

A África do Sul ultrapassou, segunda-feira passada, o umbral simbólico dos 500 dias prévios à Copa do Mundo de 2010, que organiza sem fazer muita publicidade e trabalhando com discrição para cumprir os prazos exigidos.

A construção ou renovação dos dez estádios avançam com regularidade, enquanto que a modernização da rede de transportes públicos, outro aspecto vital, transformou algumas zonas urbanas em grandes canteiros de obras.

O mascote deste mundial sul-africano, um leopardo com uma crina verde, batizado ‘Zakumi’, saiu de cena pouco depois da sua primeira aparição na televisão, em Setembro do ano passado.

Inclusive, o sorteio dos grupos para a Copa das Confederações, uma espécie de ensaio geral para a Copa do Mundo, teve pouca repercussão na imprensa local.

“Só depois de terminada a Copa das Confederações começaremos a promoção do Mundial”, disse Rich Mkhondo, portavoz do Comité Organizador (LOC).

Por hora, os responsáveis limitam-se a tranquilizar a população, assegurando-lhe que o país estará pronto pra receber as 450.000 visitantes esperados para a Copa do Mundo.

“Estaremos prontos e o Plano B foi oficialmente enterrado”, disse Danny Jordaan, chefe do LOC, ao revelar a existência de um plano emergencial da FIFA no caso de um fracasso da África do Sul.

“Estamos particularmente satisfeitos pelos progressos significativos alcançados nos últimos meses nos estádios, e estamos seguros de que tudo estará pronto a tempo”, disse o porta-voz da FIFA.

Cinco novos estádios – Port Elisabeth, Durban, Polokwane, Nelspruit e Johannesburgo – estão com 60% de suas obras terminadas e serão entregues aos organizadores em Outubro. Tudo está de acordo com o calendário estabelecido pela FIFA e os sul-africanos estão muito interessados na Copa do Mundo. Mais de 40.000 pessoas já se apresentaram como voluntárias, dez vezes mais do que o necessário.

Por seu lado, a polícia prevê o recrutamento de 55.000 novos agentes, elevando a 190.000 o total de polícias em 2009. O objectivo deste crescimento é reduzir a criminalidade, que atualmente regista uma média de 50 assassinatos por dia em todo o país.

Com um orçamento de 1,3 bilião de Dólares, os transportes estão a melhorar, em particular pela criação de um trem expresso entre os aeroportos de Johanesburgo e o centro comercial e financeiro da cidade.

O Comité Organizador está confiante. “Vamos demonstrar ao mundo que estamos preparados para promover este festival do futebol”, assegurou Jordaan.

 

 

Os organizadores da Copa do Mundo da África do Sul-2010 lamentaram a falta de entusiasmo no país para o grande evento do futebol e a Copa das Confederações, que acontece ainda em 2009.

“O problema é que nem todo o mundo percebeu a magnitude deste evento”, declarou Irvin Khosa, presidente do LOC do Mundial de 2010, numa entrevista a 500 dias da competição.

“Esta Copa do Mundo não deveria ser a Copa do Mundo de Irvin Khosa, de Danny Jordaan (director executivo do LOC), do LOC e da organização. É uma Copa do Mundo para 45 milhões de sul-africanos. É importante que adoptemos esta Copa do Mundo porque é nossa Copa do Mundo”, disse.

O LOC acredita que os benefícios económicos que a Copa trará ao país atenuem os efeitos da crise económica global na África do Sul.

“Em termos de impostos antecipados, venda de direitos para a TV e de ingressos, não podemos pensar em outra coisa a não ser que esta Copa do Mundo representará um ‘boom’. Ajudará a atenuar o que poderia levar a África do Sul a entrar em recessão”, afirmou.

 

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