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Dirigentes sindicais sonham com novos salários mínimos

Dirigentes sindicais, representando nove sectores de actividades, estão, desde semana passada, e à escala nacional, a promover seminários de preparação de negociações sobre os salários mínimos, a terem lugar a partir da segunda quinzena de Março em curso.

A medida de reajuste salarial surge pelo facto de ter ocorrido uma signficativa evolução sócio-económica em 2010, conforme explicou ao Wamphula Fax, Boaventura Mondlane, membro do Secretariado Executivo da Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM)- Central Sindical.

No ano passado houve uma positiva evolução económica graças à contribuição dos trabalhadores, observou aquele dirigente sindical, à margem do seminário regional norte sobre esta matéria que termina hoje, na capital provincial de Nampula.

Mondlane que, também, é membro da Comissão Consultiva de Trabalho (órgão tripartido em Moçambique), disse que pretende-se com o reajuste salarial proporcionar aos trabalhadores, sobretudo dos ramos da agricultura, comércio, segurança privada e de prestação de serviços, condições básicas de sobrevivência.

Queremos que a perda do poder de compra originada pela inflação, seja também reposta. E por isso estamos determinados para que as negociações propiciem um consenso sobre o aumento dos salários mínimos e, em consequência, a massa laboral possa beneficiar de remunerações que lhes garantam as mesmas condições que tinham antes da inflação.

Anotou a fonte, recordando que, no ano passado, a inflação média situou-se em 12.7 por cento, enquanto a percentagem relativa à inflação acumulada atingiu mais de 17 por cento.

Para o nosso entrevistado, muitos trabalhadores moçambicanos recorrem à actividade informal, alegadamente porque os seus salários não satisfazem sequer metade das suas necessidades básicas.

Boaventura Mondlane criticou o que chamou de “atitude negativa” de certos empregadores que não têm cultura de oferecer uma remuneração compativel com o volume de trabalho e, como consequência desta situação, nota-se nos últimos tempos uma certa carência de mão de obra.

As pessoas acabam procurando outras formas de sobrevivência através do sector informal em detrimento de empregos formais. E nós vamos levar essa questão à mesa da discussão com o governo e empregadores. Disse. Refira-se que o encontro de Nampula, que junta representantes de Cabo-Delgado, Niassa e província anfitriã, é o segundo de um conjunto de três a decorrerem até ao próximo dia 16.

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