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Dirigentes e atletas queixam-se dos problemas que ensombram o futebol em Nampula

Num encontro de balanço sobre a organização dos campeonatos de futebol em diversos escalões na província de Nampula, Norte de Moçambique, em 2012, os dirigentes e os atletas dos clubes que participaram desses certames aproveitaram a presença da Directora Provincial da Juventude e Desportos e do presidente da Associação Provincial de Futebol para manifestar as suas inquietações em relação aos maus momentos que têm caracterizado esta modalidade localmente.

Começaram por firmar que são positivos esses eventos, mas deploram a falta de condições para a sua plena efectivação, tais como alojamento condigno para os atletas e técnicos, alimentação e repudiam a desordem que tem havido no processo de credenciação dos atletas por parte da Associação Provincial de Futebol.

Ismael Abdul Aruni, treinador da Casa Issufo, equipa que participou no Nacional de Futebol, realizado ano passado, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, Centro do país, observou que estas dificuldades podem ser ultrapassadas coordenando-se actividades com antecedência. Acrescentou que tem sido frequente a ocorrência de casos de demarcação dos campos na hora de realização das partidas.

A equipa dos Viveiros de Nampula contestou a questão de troca de atletas por parte da Associação Provincial de Futebol, cujos técnicos emitem credenciais dos jogadores em nome de uma outra formação desportiva sem uma prévia comunicação ao colectivo de direcção da equipa onde os mesmos jogadores estão inscritos.

Lucas José disse que há falta de coerência no trabalho dos técnicos da Associação Provincial porque credenciam, por exemplo, duas equipas para participarem num Campeonato Nacional em representação da província.

O caso mais recente deu-se na cidade de Quelimane, onde estiveram a Academia Militar e os Viveiros de Nampula. Mas estes últimos foram por mérito próprio, enquanto aquela equipa decidiu ir representar a província alegadamente porque foi autorizada pela agremiação, numa clara alusão de um caso de corrupção no futebol nampulense.

O presidente da Associação Provincial de Nampula, Tomas Narciso, desdramatizou o assunto. Disse que a organização condigna dos campeonatos desportivos depende da responsabilidade dos clubes onde os jogadores estão inscritos.

Referiu que é importante que haja maior atenção dos dirigentes dos clubes, em participar, nas competições envolvendo equipas femininas no sentido de melhorar o ambiente desportivo e toná-lo cada vez mais abrangente.

“Devemos ser responsáveis na resolução dos problemas originados pelas nossas fragilidades humanas. O espírito da unidade nacional é preponderante quando estivermos a participar nos campeonatos realizados fora da província”, sublinhou a fonte.

Por seu turno, a Directora Provincial da Juventude e Desportos, Ângela Reane, reconheceu a existência dos problemas relatados e que enfermam o desporto na província de Nampula. Todavia, salientou a necessidade de as equipas saberem valorizar os campeonatos nacionais porque os atletas ganham mais experiências para, sobretudo, melhorar os aspectos técnicos e os níveis competitivos.

Lançou um alerta para os atletas que trocam de equipas para participarem nos campeonatos nacionais no sentido de o fazerem com maior responsabilidade porque tal comportamento não ajuda no desenvolvimento da sua carreira desportista.

Em relação à elaboração dos calendários dos jogos, disse que a responsabilidade é da associação em coordenação com a Federação de Futebol, que deve melhorar o período de envio dos comunicados e consequente criação das condições para o decurso dos certames.

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