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Director distrital de agricultura desvia produtos para fomento em Sussundenga

A população do posto administrativo de Rotanda, distrito de Sussundenga, na província de Manica, mostra-se agastada com a atitude dos dirigentes locais, particularmente Castigo Mouzinho Mbofana, responsável pelo sector da agricultura local.

Mbofana foi acusado pela população de Rotanda, em plena visita presidencial a aquele ponto da província de Manica, na qual disseram que este dirigente em, conluio com outros colegas, tem desviado produtos agrícolas, destinadas à população.

Rudo Gama, um dos residentes de Rotanda, apontou que os produtos para fomento, passam para o Zimbabwe, onde são comercializados e o valor da venda vai para o bolso do director distrital da agricultura e dos seus comparsas cujos nomes não mencionaram.

No rol da fúria, consta a má distribuição de gado bovino e respectivas alfaias, onde são dadas as pessoas que já possuem mais de 30 cabeças, excluindo desta feita os que ainda necessitam.

A venda ilegal de semente de batata-reno e trigo, ao país vizinho do Zimbabwe, é a outra preocupação facultada ao presidente da República, Armando Guebuza, que só sexta-feira é que haviam sido distribuídos gratuitamente, como forma de calar a boca.

Os populares daquele posto administrativo queixaram ao presidente Armando Guebuza que Castigo Mbofana, fora de vender e distribuir o gado bovino, tem oferecido aos que já tem carroças e tracção animal em troca de dinheiro.

Face a preocupação, os populares de Rotanda pedem melhor esclarecimento do assunto, uma vez que os dirigentes locais não estão a ser sérios nas recomendações do país, que são de combater a pobreza absoluta.

“Costumamos ver vários produtos a serem levados para Zimbabwe onde vão ser vendidos, por isso estamos a pedir aos dirigentes responsáveis pela distribuição do fomento em Rotanda para não roubar os pobres e dar os ricos”, pronunciou Miguel Nhamisse, residente de Sussundenga.

Por outro lado, a população pediu igualmente, ao Presidente da República, o melhoramento de estradas, ambulância para o centro de saúde de Rotanda, aumento da maternidade, corrente eléctrica e outras infra-estruturas socioeconómicas.

Bernardo Quembo, outro residente de Rotanda, disse que o posto administrativo precisa de energia eléctrica, rede de telefonia móvel, escola secundária e pontecas para atravessarem para Mussapa, que é um ponto isolado devido à sua dificuldade de chegar lá.

Quembo acrescentou que aquele local é tido como o celeiro do distrito porque lá produz-se muita comida uma vez que a maioria da população que ali reside são camponeses, não estudaram porque não têm ensino secundário.

“A população de Mussapa passa a vida a ir a machamba, os nosso filhos quando terminam a 7ª classe não continuam os estudos porque não tem ensino secundário e a única opção é ir a machamba”, riçou.

A população de Mussapa fica distante de tudo, naquele posto administrativo não tem hospital, sendo que muita gente acaba por perder a vida devido à distância e à dificuldade em atravessar para Rotanda ou outro local próximo, ajuntou Albertina, residente de Mussapa.

Esta disse ainda que muitos produtos têm apodrecido porque não tem onde vender aquilo que colhem nas suas machambas, explicando que assim é difícil combater a pobreza absoluta.

No entanto, Armando Guebuza, Presidente do país, não respondeu às preocupações levantadas pela população mas avança que qualquer caso merece um esclarecimento e reafirma a unidade nacional como alavanca que impulsiona o desenvolvimento dum território.

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