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Diários dos X Jogos Africanos: Foi-se o sonho do bronze no basquetebol

Diários dos X Jogos Africanos: Foi-se o sonho do bronze no basquetebol

As nossas meninas do basquetebol feminino, que se acreditava poderem repetir o Ouro conquistado há 20 anos no Cairo, Egito, não aguentaram a pressão e faltou-lhes inspiração primeiro para garantir presença na final e depois para pelo menos assegurar o bronze nos X Jogos Africanos que decorrem em Moçambique, até ao dia 18 de Setembro.

Depois da derrota nas meias finais para o Senegal – que acabou por conquistar o Ouro vencendo Angola por 64 a 57 pontos – a selecção de Moçambique caiu aos pés da Nigéria este domingo no pavilhão do Maxaquene.

Primeira fase vitoriosa

A prestação de Moçambique começa da melhor forma possível, uma vitória sobre o Congo por 67 – 53, num grupo onde tinham como adversárias directas as temíveis Nigerianas, para além destas faziam parte do seu grupo o Quénia e a Argélia. E não foi a Nigéria quem causou problemas a Moçambique, (no confronto referente no segundo dia da competição Moçambique venceu por 8 pontos de diferença 52- 44) e sim a selecção que menos temia-se, a Argélia, num jogo que só ficou decidido no último segundo, numa altura em que Moçambique perdia por 66-67, Anabela Cossa sofre falta, vai a linha de lance livre e converte os dois, virando o resultado para 68 -67, a melhor para a Equipa da casa.

Começava-se a sonhar com uma medalha para Moçambique que não se pode queixar de apoio, este não faltou se quer um dia, era casa cheia sempre que Moçambique joga-se, era uma alegria difícil de descrever, a cada ponto concretizado.

As meninas selam a fase de grupos vitoriosas a cem por cento, ficando deste modo em 1º lugar da grupo A, iria neste caso defrontar o 4º classificado do grupo B, neste caso a selecção Ruandesa.

No primeiro jogo a eliminar nossas meninas tremeram

O jogo contra Ruanda, a contar para os quartos de finais, foi atípico para que acompanhou os jogos da selecção na fase de grupos, as nossas meninas entraram a marcar, mas logo em seguida deixaram com que ruandesas se distanciassem no marcador, ora por jogadas interiores ora por triplos das números 5-Angélica Mónica e 10 Ayebara Honoree, que chegaram ambas a marcar 18 pontos de lançamentos triplos (9 pontos para cada), tendo conseguido na primeira parte a Ruanda a uma diferença de 11 pontos, 23-34, falhando nesta fase no ataque e na marcação principalmente na linha dos 6,25, onde as ruandesas tiraram partido saindo a ganhar na primeira parte do jogo por um diferença de 6 pontos 38-42.

No segundo período Moçambique redime-se dos seus erros e começa atacar, facto que obrigou as ruandesas a defenderem-se e como fruto da pressão atacante de Moçambique duas jogadoras ruandesas, nº 7 Laetitia Mohorro e Claudette ambas postes, saem por excesso de faltas, perdia desta forma o Ruanda o fulgor atacante, bastava fazer-se marcação de modo a não permitir jogo exterior do Ruanda, e foi o que aconteceu, as meninas tiraram partido disso e saíram a vencer por 86-70. Nos outros jogos ficaram apurados a Angola que venceu a Argélia por uma larga diferença, 85-39, com especial destaque para Sónia Guadalupe que chegou a marca de 30 pontos individuais. A Nigéria que derrotou a Costa de Marfim por 62- 45. E o Senegal que derrotou a Quénia.

Senegalesas acabaram com nosso sonho de Ouro

As meias-finais puseram frente a frente o Moçambique e o Senegal vice-campeão africano, e a Angola a medir forças com a Nigéria. O jogo frente ao Senegal foi o mais árduo para as nossas meninas, entraram mal, mal na defensiva e mal na ofensiva. A saída do primeiro período perdiam por 15 pontos, 10-25.

A entrada para o segundo período não foi diferente, as senegalesas anulavam por completo as investidas moçambicanas, ganhavam ressaltos ofensivos e defensivos. Ate que chega o intervalo com uma desvantagem para Moçambique não tão diferente do primeiro período, desta feita eram 14 pontos. A entrada para o terceiro período não trouxe nada de diferente, o combinado moçambicano pareciam não ter força suficiente para parar a máquina senegalesa que não parava de ir, de ponto a ponto, alargando a vantagem que chegou aos 23 pontos 54-77 a faltarem 9 minutos para o término da partida.

A três minutos do fim com o apoio do público as donas da casa acordaram, conseguiram reduzir a desvantagem para 12 pontos contudo não evita aquela que era a primeira derrota e que deitava por chão a possibilidade de arrecadar-se o ouro, ou no mínimo a prata. Restava agora sonhar com o bronze, que iríamos disputar com a Nigéria que conseguiram levar de vencido na fase de grupos, pois esta havia perdido com a Angola no outro jogo das meias-finais por 70-55.

Cheirou a bronze

O bronze, nem esse ficou com Moçambique, a desforra da Nigéria não o permitiu, no jogo no qual iria conhecer-se quem ficaria em terceiro e quarto lugar, de apoio é que as moçambicanas não devem se queixar, pois não faltou, o pavilhão do Maxaquene estava cheio, e o público não se cansava de apoiar as meninas. Houve espectáculo, com especial destaque para Odélia Mafanela que numa jogada em que rouba a bola de uma adversária e concretiza de forma fantástica para o delírio do público, mas não foi o suficiente para a vitória. O resultado final ficou 72-69, conquistava desta forma a Nigéria a medalha de bronze.

Senegalesas de Ouro

No jogo a contar para a final a vitória foi para o Senegal que derrotou a Angola por 9 pontos de diferença, 64-57.

Num jogo em que as angolanas jogaram de igual para igual nos primeiros dois períodos, conseguindo anular o forte jogo exterior típico das senegalesas tendo saído a ganhar nos primeiros dois períodos por 12-15, e 28-31 respectivamente.

A segunda parte só serviu para o Senegal afinar a sua marca ofensiva e defensiva chegando a uma diferença de 12 pontos a 5 minutos do fim, contudo com as angolanas a pressão das angolanas fez com que tal desvantagem se reduzisse a 9 pontos.

Conquista desta forma o Senegal a medalha de ouro e a Angola a medalha de prata.

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