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Diário da campanha eleitoral: porta a porta continou no 9º dia pelas areia poeirentas de Cuamba

Diário da campanha eleitoral: porta a porta continou no 9º dia pelas areia poeirentas de Cuamba

Por volta das 7h30, a candidata do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) à edil de Cuamba, Maria Moreno, juntou-se aos membros e simpatizantes do partido que se concentravam desde as primeiras horas do dia na sede daquela formação política para mais um dia de campanha eleitoral. Desta vez, o destino era o bairro de Mucupa, a pouco mais de 10 quilómetros da cidade.

Numa caravana de pelo menos quatro viaturas apinhadas de gente, começaram por dar uma volta pela cidade e, mais tarde, rumaram para Mucupa, um bairro isolado e com características rurais, quando já era 9h00. Pelo caminho, ia-se distribuindo panfletos. Ao longo da poeirenta estrada de terra batida que dá acesso ao local, dezenas de pessoas assistiam a caravana passar, uns acenavam e outros mostravam-se indiferente.

Em Mucupa, Moreno manteve contacto porta-a-porta com o eleitorado, recebeu pedidos, escutou as preocupações dos residentes e fez promessas de mudar a vida da cidade de Cuamba no caso de vitória. Acompanhada pelos membros do partido e jovens ostentando camisetes, bandeira do MDM e dançando e cantando fervorosamente, ela passou de residência a residência dos moradores do bairro pedindo voto a seu favor.

Num bairro em que as pessoas recorrem ao rio para obter água para o consumo, alguns residentes têm de percorrer pouco mais de quatro quilómetros à procura de água potável. Os moradores pediram à candidata do MDM poços. Moreno prometeu água e emprego para dezenas de famílias que sobrevivem à base da agricultura de subsistência.

Andando a pé pelos caminhos espinhosos e entre os canteiros de Mucupa, Moreno recebeu queixa de pelo menos 10 jovens que alegam terem sido impedidos pelo STAE de recensear, não obstante terem idade para o efeito, por supostamente pretenderem votar na candidata do MDM.

Ouviu o desabafo de outros moradores no que respeita à falta de iluminação e transportes, sobretudo para se deslocar ao hospital. Recebeu a reclamação de munícipe que se queixou de elevada da taxa do imposto sobre os veículos motorizados cobrados pelo município. Enquanto Moreno passava de casa em casa pedido votos e fazendo promessa de melhorar as condições de vida dos moradores, o grupo de jovens, membros e simpatizantes do partido faziam festa, cantando e dançando, pelo bairro.

Debaixo de uma enorme árvore, aproximadamente uma centena de residentes e membros do MDM aguardava a chegada da candidata à edil. Num discurso efémero, prometeu fazer com que chegue uma ambulância em Mucupa, melhorar a via de acesso e abri furos de água. De regresso ao centro da cidade, a caravana do MDM “chocou-se” com um pequeno grupo de jovens e simpatizantes da Frelimo, tendo-se instalado uma confusão.

Empurrões, troca de palavras e insultos e destruição de panfletos e cartazes caracterizaram o momento. A situação começa quando os jovens do partido do “galo” decidem distribuir panfletos numa zona (no bairro de Minas) onde haviam sido colados os do concorrente, e agitação termina quando a caravana do MDM arranca.

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