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Diante de multidão, Chávez formaliza a sua candidatura à reeleição

Acompanhado por centenas de milhares de simpatizantes, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inscreveu, esta Segunda-feira, a sua candidatura para as eleições presidenciais de Outubro, com a qual pretende chegar a quase 20 anos de mandato.

O evento marcou a volta de Chávez às ruas depois de um longo afastamento para tratar-de de um cancro. A saúde do líder socialista continua a ser o principal assunto da campanha eleitoral, na qual ele enfrentará um candidato único da oposição, Henrique Capriles.

Chávez, de 57 anos, foi de um carro aberto até à sede do organismo eleitoral. No trajecto, acenou para seguidores que gritavam palavras de apoio e agitavam a bandeira nacional.

Vestindo agasalho desportivo nas cores da Venezuela, além da tradicional boina vermelha, ele estava acompanhado de duas filhas, de alguns irmãos e de vários funcionários, inclusive o seu vice, Elías Jaua.

“Venho cumprir a lei e comprometo-me e comprometo os meus seguidores a apoiar todas as acções deste árbitro, comprometo-me perante a Venezuela e o mundo a reconhecer os resultados das eleições de 7 de Outubro”, disse Chávez, suado e um pouco inchado, aos membros do Conselho Nacional Eleitoral.

Ele também entregou o seu plano de governo para o período 2013-2019 “como compromisso de luta, de batalha e, naturalmente, de vitória”.

Na véspera, Capriles, também acompanhado por centenas de milhares de pessoas, dirigiu-se caminhando até à sede do Conselho Eleitoral para registrar a candidatura.

“Esse candidato (Chávez) não caminha, acabou a gasolina dele!”, ironizou Capriles pelo Twitter. “Como para alguns o poder muda! O que vem é um futuro de progresso!”, acrescentou.

A maioria das pesquisas indica a vantagem de Chávez no processo eleitoral, e a campanha já corre a todo o vapor.

A oposição criticou o governo por dar ponto facultativo ao funcionalismo público no dia do registo da candidatura de Chávez.

Nos últimos dias, os chavistas vinham convocando a população venezuelana para acompanhar o acto em Caracas, ou, na impossibilidade de ir à capital, para concentrarem-se nas praças Bolívar de suas respectivas cidades.

Chávez passou recentemente cerca de dois meses a fazer radioterapia em Cuba. Detalhes sobre a sua saúde são mantidos em sigilo.

Sabe-se oficialmente apenas que ele submeteu-se a três cirurgias desde Junho do ano passado, retirando dois tumores da região pélvica.

Sábado, o presidente disse que passou “absolutamente bem” por uma bateria de exames nos últimos dias na Venezuela.

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