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Desigualdades sociais cada vez mais visíveis

Depois de o mais recente relatório da Chatham House ter criticado severamente o crescimento do fosso entre ricos e pobres em Moçambique, sugerindo má distribuição dos ganhos resultantes do crescimento económico nacional, sexta-feira, o relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano – 2010 voltou a abordar o assunto na mesma tónica.

Refere o relatório que apesar do crescimento económico que se regista, verdade é que os ganhos do bom desempenho da economia moçambicana continuam a beneficiar um número bastante reduzido de moçambicanos, facto que constitui uma grande preocupação para as Nações Unidas (NU).

Concluiu o relatório que o crescimento económico nacional é completamente ofuscado porque verificase, por outro lado, crescimento das desigualdades sociais. Aliás, no seu discurso por ocasião do lançamento do relatório, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Moçambique, Jocelyn Mason, disse ser urgente a necessidade de as autoridades buscarem formas de ultrapassar esta realidade no sentido de garantir que as populações moçambicanas possam beneficiar dos níveis de crescimento que o país tem estado a registar nos últimos tempos.

“Nota-se que há indicação de um crescimento da desigualdade, o que sugere que os altos níveis de crescimento económico não estão a beneficiar os membros mais desfavorecidos da sociedade, e isso é uma preocupação. Ligado a isto, é a realidade ilustrada no novo Índice de Pobreza Multidimensional, onde vemos que o número de pessoas que sofre privações graves é ainda muito elevado”, mostrouse preocupado àquele responsável das Nações Unidas.

Apesar desta realidade, o relatório refere que Moçambique continua a registar melhorias no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

No entanto, estas melhorias não contribuíram, de forma alguma, para tirar o país das últimas posições da pesquisa. Assim, Moçambique está, neste momento, na 165ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano, apenas à frente do Burundi, Níger, RDCongo e Zimbabwe.

As Nações Unidas destacam a evolução de Moçambique em termos de crescimento económico mas também “substanciais progressos em aspectos de não-rendimento”, como a esperança de vida e o acesso ao ensino primário.

Por seu turno, o ministro da planificação e desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, falando na ocasião, disse o governo continuará a envidar esforços para melhorar cada vez mais os vários indicadores de medição do IDH.

Segundo Cuereneia, o capital humano constitui o elemento primordial para a sustentabilidade do desenvolvimento do país, no âmbito da agenda de combate a pobreza.

Por outro lado, Cuereneia referiu que as áreas de intervenção do Governo para a melhoria das condições de vida da população incidem sobre o incremento do acesso e provisão dos serviços sociais básicos.

Buscando exemplificação numérica, Cuereneia mostrou os avanços que o país tem estado a registar nas áreas de acesso a saúde, educação e água potável.

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