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Depois da euforia, a calma volta a reinar nos mercados mundiais

As bolsas mundiais registraram realizações de lucros na terça-feira, com o fecho, em alguns casos, em baixa, como ocorreu em Madri, em um clima de prudência depois da disparada da véspera com a adopção do superpacote de resgate para defender a zona do euro.

A Bolsa de Nova York fechou sem direcção determinada, em uma sessão volátil marcada por questionamentos sobre o plano de emergência aprovado na Europa. O Dow Jones perdeu 0,34%, mas o Nasdaq subiu 0,03%. “O mercado recuperou o alento. O volume de operações foi moderado, isso facilita o movimento dos índices tanto em um sentido como no outro”, explicou Scott Marcouiller, da Wells Fargo Advisors.

Na América Latina, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com baixa de 1,57%, e a do México, com uma perda de 0,49%. Os temores que não se dissiparam sobre a zona do euro levaram os investidores a buscar refúgio no ouro, que subiu em Londres e em Nova York, onde alcançou um novo recorde, 1.235,20 dólares a onça, nas operações eletrônicas realizadas depois do fechamento, muito acima da marca anterior de 1.227,50 dólares.

Na segunda-feira, as principais bolsas fecharam com altas espetaculares, atingindo recordes, como em Madri (14,43%), enquanto Wall Street registrou seu avanço mais importante do ano. Mas, na terça-feira, o humor mudou e as principais bolsas europeias – com exceção de Frankfurt, que subiu 0,33% – fecharam em baixa: Paris caiu 0,73%, Londres, 0,99%, e Milão, 0,46%.

A queda foi mais acentuada em Madri, onde o Ibex-35 perdeu 3,32%. Atenas também caiu 2,47%. A mudança da situação não surpreendeu a ministra da Economia francesa, Christine Legarde, para quem os mercados deram na segunda-feira “uma resposta excessiva”, com “altas jamais vistas em 20 anos, e que nunca tinham sido registradas em alguns países”.

O euro caiu frente ao dólar, com o retorno dos temores sobre a zona do euro depois da advertência da agência de classificação de risco Moody’s de que planeja baixar as notas da dívida da Grécia e Portugal, tal como foi feito por Standard & Poor’s. Às 21h00 GMT (18h00 de Brasília), o euro valia 1,2672 dólar, contra 1,2778 dólar na segunda-feira à noite. Os preços do petróleo fecharam em baixa em Nova York (em queda de 43 centavos, para 76,37 dólares). Em Londres, fecharam em alta de 37 centavos, para 80,49 dólares. Em seu comunicado, a Moody’s reiterou que poderá baixar a nota da Grécia de forma significativa, possivelmente para um nível que a colocaria como investimento de alto risco.

Na Ásia, as bolsas registraram quedas na terça-feira, com Tóquio cedendo 1,14% e Xangai atingindo seu nível mais baixo em um ano. Apesar do superpacote de 750 bilhões de euros (cerca de 1 trilhão de dólares), aprovado pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), “persistem as inquietações”, comentou o economista Hideaki Inoue, da Mitsubishi UFJ-Trust and Branking Corp.

“A questão é saber se os governos (dos Estados europeus endividados) podem realizar as medidas de ajuste”, afirmou esse especialista. A Grécia, cuja dívida provocou a actual crise, adoptou na segunda-feira a reforma do sistema previdenciário, uma das principais medidas de seu plano de austeridade adotado em troca da ajuda financeira internacional. Atenas prevê pedir na terça-feira um primeiro desembolso de 20 bilhões de euros como parte desse plano de ajuda. A Grécia precisa pagar em 19 de maio vencimentos de 9 bilhões de euros de sua dívida.

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