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Demora no atendimento hospitalar sem fim à vista e Saúde diz que há falta enfermeiros

Demora no atendimento hospitalar sem fim à vista e Saúde diz que há falta enfermeiros

Foto de ArquivoA demora no atendimento hospitalar, um dos problemas de que a população se queixa com frequência no meio urbano e rural, não tem uma solução a breve trecho, porque, segundo as autoridades da Saúde, o país continua com poucos profissionais, no caso vertente os enfermeiros, cujo rácio com os pacientes está longe da média imposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em Moçambique, a proporção enfermeiro/paciente é de 4,6 em cada 10 mil habitantes, contra uma relação de 10 em cada 10 mil habitantes, recomendada pela OMS.

Nas unidades sanitárias, é comum o povo reclamar da demora no atendimento e da insolência de alguns técnicos de saúde, o que no seu entender resulta da negligência destes profissionais.

Entretanto, Olga Novela, chefe do Departamento de Enfermagem, reconhece que os doentes permanecem horas a fio à espera de serem atendidos em diversos hospitais, há relatos de mau atendimento e falta de humanização, mas explica que o problema resulta da exiguidade de recursos humanos.

Temos 12.608 enfermeiros para mais de 25 milhões de habitantes, o que é claramente demasiado e cria pressão no único técnico que o doente encontra nas enfermarias. É o mesmo profissional, de acordo com Olga Novela, que atende vários pacientes em estado de saúde moderado e grave.

A fonte, que falava quinta-feira (15), na capital moçambicana, num encontro sobre a Enfermagem em Moçambique: “da Realidade aos Desafios Futuros””, disse que não basta só aumentar o número de enfermeiros, é necessário também criar condições para que os pacientes se sintam confortáveis sempre que procuram os cuidados médicos.

Segundo Nazira Abdula, ministra da Saúde, dos 12.608 enfermeiros existentes em Moçambique, 42% são de saúde materno infantil e 58% de enfermagem geral. Do total, 40% estão afectos aos cuidados primários.

Este número continua insuficiente, por isso, cria uma sobrecarga aos técnicos das unidades sanitárias e, por conseguinte, “a qualidade de assistência aos nossos pacientes”” deixa a desejar, disse a governante , que, entretanto, sublinhou que, pese embora as dificuldades, o profissionalismo deve prevalecer.

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