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Democracia só com uma sociedade autosuficiente

Governador da província central de Manica, Maurício Vieira, diz que o Governo moçambicano tem consciência de que a verdadeira paz e democracia só pode ser vivida quando a sociedade se tornar autosuficiente num mundo em que a distribuição da riqueza e’ cada vez mais eficiente. 

Vieira, que falava domingo, na cidade de Chimoio, a capital da província, durante a acto comemorativo que marcou a passagem do Dia da Paz, (4 de Outubro), disse que o único caminho para o alcance deste objectivo imperioso e’ o empenho de todos no trabalho, onde cada qual assume a sua parte de forma crítica para que a pobreza passe para a história.

“Só assim se constrói uma Nação, verdadeiramente democrática, baseada na justiça social, onde todos os cidadãos são iguais perante a lei e se promove o respeito mútuo e tolerância pelas diferenças quando elas sejam antagónicas”, disse Vieira. Desta maneira, o governador apelou a todos, em especial os jovens, para preservarem a paz que foi alcançada com muitos sacrifícios e a trabalharem para produzir a riqueza, combatendo todas as barreiras que emperram o desenvolvimento, como o crime, a preguiça, a ociosidade e o espírito de deixaandar através do empreendedorismo.

Maurício Vieira destacou que a paz conquistada há 17 anos não foi de fácil alcance, mas o povo moçambicano acreditou no diálogo paciente e inteligente até que o diálogo derrotou a violência e sobrepôs-se a forca da razão contra a razão da forca. Segundo o governador, cada ano que passa, o 4 de Outubro recorda aos moçambicanos um passado recente bastante tenebroso, impelindo-os a olharem para o futuro com esperança e ao ódio a guerra porque esta foi sempre nociva e terrível, “ela é a mãe da pobreza”, afecta a maioria causando a morte de milhares de pessoas, sobretudo crianças.

A guerra, de acordo com Vieira, não só fez perder milhares de vidas humanas como também destruiu o tecido económico e social, levando a vida dos homens e mulheres a perder o sentido de valor. Em resultado da Paz , disse Vieira, o país está a mudar para melhor, tendo apontado o aumento da produção agrícola na província, o alargamento de rede escolar, sanitária, sistema de abastecimento de água, construção de pontes, estradas, financiamento de projectos para criação de novos postos de trabalho, entre outros.

“No nosso pais já construímos os alicerces e pilares para o desenvolvimento e aplicamos a quinta velocidade, embora alguns, mesmo reconhecendo em surdina, teimam em querer aplicar a inversão da marcha”, disse, apontando a Frelimo como mentora de todos estes feitos.

Vieira exortou a todos para irem votar no dia 28 de Outubro e votarem em consciência e sentido de responsabilidade, colocando os interesses da Nação acima de outros interesse inconfessos, devendo faze-lo tendo sempre presente o futuro do país. Costa Chale, primeiro secretario provincial do partido Frelimo em Manica, destacou, na ocasião, a necessidade de votar alertando que com a votação alargase o espaço de participação dos cidadãos na definição dos destinos da Nação, tendo salientado a necessidade de se confirmar no pleito a continuidade do seu partido na sua nobre missão de erradicar a pobreza e consolidar a unidade nacional.

Por seu turno, a Comunidade de Sant’Egídio, mediadora da paz, realçou a necessidade da preservação da paz através da resistência a tentação do recurso a violência, como são os casos de linchamentos, justiça pelas próprias mãos, para solução de certos problemas, privilegiando o dialogo e reconciliação.

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