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Daviz: cinco anos na boca do vulcão

Cocoricóóóóóóó... Cocoricóóóóóóó

Cidadãos ouvidos pela nossa Reportagem receiam que os membros da Assembleia Municipal (AM) da Beira se posicionem como um entrave aos projectos de Daviz Mbepo Simango para aquela autarquia. O cerne da crença popular prende-se com o facto de ser a AM quem aprova os projectos e Daviz não é apoiado por nenhuma bancada.

Recorde-se que a Assembleia Municipal da Beira é constituída pelos membros da bancada da Frelimo, com 19 assentos, Renamo (17), Grupo para a Democracia da Beira (7), Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (1) e Parido Independente de Moçambique (1).

Na ronda que efectuámos, abordámos um cidadão que se identificou por Cufa Nhaumbe que se pronunciou nestes termos: “Sinto pena do nosso presidente Daviz Simango, porque está sozinho, por isso julgo que, durante a sua governação, poderá ter certos problemas”. Contudo, Nhaumbe referiu que os membros da AM devem ter na consciência que eles representam os anseios dos beirenses, que os elegeram, pelo que há a necessidade de aprovarem os projectos que visem o bem dos munícipes.

“Os membros da AM não devem olhar para o Daviz Simango como pessoa, mas sim para as suas ideias que são válidas para a nossa cidade crescer. Que deixem de conflitos políticos, porque não nos levam a nenhum lado”, apelou.

Aliás, no entender deste citadino, o presidente do Conselho Municipal da Beira vai trabalhar de acordo com os princípios que o nortearam nos últimos cinco anos: “Sei que vai melhorar vários aspectos da nossa cidade, cidade de todos”, sublinhou.

Questionámo-lo sobre o que espera ver resolvido durante os cinco anos de mandato de Daviz Simango. Cufa Nhaumbe disse que o edil deve priorizar o ordenamento territorial no bairro da Munhava, por sinal, o mais populoso da cidade da Beira.

Foto: Pedro Sá da Bandeira

A fonte do nosso Jornal explica-se nos seguintes moldes: “Com as ruas bem feitas, facilmente transportaremos os doentes para as unidades sanitárias, o que actualmente tem sido difícil, pois as ambulâncias não têm espaços para circular, daí que os enfermos sejam carregados nas costas para a estrada, para depois seguirem para os tratamentos.

“Gostaria que Daviz Simango desse continuidade à reabilitação das ruas que partem da Maraza até Chota e outra de Matacuane” – este é o desejo de uma cidadã, que disse responder pelo nome de Amélia Sande, quando foi instada pela nossa Reportagem a tecer comentários sobre o que pensa que será a governação de Daviz Simango.

Segundo ela, o edil da Beira terá dificuldades na sua governação, porque se trata de uma experiência nada fácil ter-se um independente a digirir um município no meio de várias bancadas.

Mas, depois a nossa entrevistada ressalvou que, uma vez que Daviz é experiente, estará em condições de contornar os entraves que encontrar. “Penso que os próprios membros da AM verão que sabotar projectos vantajosos para os munícipes não é ético” – observou.

Marcos Mateus é outro cidadão que aceitou falar ao nosso Jornal. Comungou as ideias dos que já falaram, anotando que suspeita que venha haver problemas, tomando em consideração aquilo que foi visto durante a campanha eleitoral para as autárquicas de 19 de Novembro de 2008.

O ÓDIO

“Há muito ódio, porque os partidos Frelimo e Renamo não querem ver Daviz Simango”, disse Mateus. Referiu que quando se estava a fazer a campanha eleitoral, aqueles partidos políticos fizeram acusações, que o próprio edil ignorou, pois não reagia, limitando-se a “caçar” o voto a seu favor, daí que tenha ganho as eleições.

É intenção de Marcos Mateus ver o projecto de protecção costeira ir avante, para que as águas marinhas não invadam os bairros adjacentes ao mar. “Pelo para que o presidente Daviz não olhe para as diferenças que existirem na AM, mas sim avançar com os seus projectos, que são para melhorar as condições de vida dos munícipes” – afirmou.

A cidadã Sara Manuel deseja que, durante os cincos anos de mandato, Daviz Simango priorize o aterro dos locais baldios para a atribuição de talhões aos cidadãos que querem construir as suas habitações.

Disse lembrar-se do projecto de dragagem do canal de acesso ao Porto da Beira, que se reveste de extrema importância sob o ponto de vista social e económico, explicando que uma vez conseguido o intento, haverá mais navios de grande porte, contrariamente ao que nos dias que correm tem sucedido, pois há casos em que as embarcações do género têm encalhado, saldando-se em inúmeros prejuízos.

“Sei que esses projectos, quando forem submetidos à aprovação, poderão não passar, por uma questão meramente de sabotagem, pese embora a sua concepção tenha a ver com a vida dos munícipes” – observou a nossa interlocutora, para depois afirmar que “penso que os próprios membros da Assembleia Municipal colocarão o dedo na consciência, pois, de contrário, a sua existência não fará sentido, porque não estarão para resolver os problemas que enfermam os cidadãos”.

SATISFAÇÃO DOS ANSEIOS DOS MUNÍCIPES

No entanto, há dias, os vereadores do Conselho Municipal da Beira tomaram posse. Falando no acto, o edil Daviz Simango apelou para que imprimam aquilo que considerou de uma nova visão de responsabilidade de trabalho, transparência e prestação de contas, acrescentando que a edilidade quer ver dos vereadores indicados resultados, trabalho, acompanhamento permanente de actividades de todos os sectores, de modo a satisfazer os anseios dos munícipes.

 



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