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Crise financeira internacional: governo cria equipa de acompanhamento

O Governo de Moçambique criou hoje um grupo de trabalho interministerial encarregue de acompanhar a evolução da crise financeira internacional.

A equipa de trabalho é denominada Grupo de Acompanhamento da Situação Financeira Internacional (GASI) e é composta pelos ministros das finanças, Manuel Chang, que preside o grupo; da Planificação e Desenvolvimento, Aiúba Cuereneia; Indústria e Comércio, António Fernando; do Trabalho, Helena Taipo; da Agricultura, Soares Nhaca e o Governador do Banco Central, Ernesto Gove.

O grupo, que começa a trabalhar imediatamente, foi criado durante a terceira sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira, em Maputo.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Crise financeira internacional: governo cria equipa de acompanhamento Luís Covane, o GASI é um instrumento do Governo encarregue de acompanhamento sistemático ao nível interno da situação financeira internacional e as suas repercussões na economia e no sistema financeiro internacional. Covane disse que este grupo vai contribuir para uma maior eficácia e fortalecimento da supervisão das instituições financeiras nacionais, bem como vai propor ao executivo medidas de mitigação do impacto dos efeitos da crise e formular recomendações sobre as políticas e reformas económicas a serem desenvolvidas com vista a continuar a atrair o investimento directo estrangeiro.

“O mundo atravessa uma crise financeira com implicações na economia dos países, incluindo Moçambique, e o Governo tem que fazer o acompanhamento daquilo que acontece no país e no mundo. A criação deste grupo de trabalho é uma decisão que vai ajudar no nosso posicionamento no tratamento dessa matéria bastante delicada”, disse.

A criação desta equipa surge do facto de que Moçambique, directa ou indirectamente, vai ser afectado pela crise financeira internacional, uma vez que é um país com fortes ligações com outros países que neste momento estão a ser afectados. A maior parte desses estados são doadores, de cuja ajuda Moçambique depende para os seus programas de desenvolvimento socio-económico.

A equipa vai igualmente fazer pesquisas sobre o impacto da crise no país porque já há informações de que alguns projectos serão recalendarizados como é o caso do mega-projecto de refinaria de Nacala, avaliado em cerca de cinco biliões de Dólares Norte-americanos.

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