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Crise de medicamentos na Zambézia

A província da Zambézia, Centro de Moçambique, está a enfrentar uma crise de medicamentos desde finais de Novembro do ano passado, situação caracterizada de falta de fármacos nas unidades sanitárias locais. Por causa desta situação, os doentes daquela província enfrentam dificuldades enormes para encontrar medicamentos.

Esta crise foi constatada pelo jornal “Notícias” na capital provincial da Zambézia, Quelimane. Desde semana passada que muitos doentes que vão às consultas externas regressam à casa sem medicamento, incluindo vacinas para mulheres grávidas. Por outro lado, algumas unidades sanitárias de Quelimane estão desde finais de Dezembro com dificuldades para fazer pensos. Contudo, o director provincial da Saúde na Zambézia, Alberto Baptista, negou categoricamente as informações sobre a ruptura de medicamentos, mas admitiu que neste momento a província está sem capacidade de enviar medicamentos aos distritos.

Segundo ele, esta situação faz com que uma e outra unidade sanitária fique sem todos os fármacos necessários. Baptista reconhece haver défice de medicamentos, mas argumenta que todas as unidades sanitárias têm medicamentos mesmo não sendo nas quantidades necessárias. Ele disse que em caso de uma eventual ruptura, as autoridades procuram resolver o problema através da redistribuição interna dos medicamentos.

No passado dia 31 de Dezembro, o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, admitiu que os hospitais do país tiveram de recorrer a medicamentos fora do prazo em 2010 devido a falta de fármacos no Sistema Nacional da Saúde (SNS).

Falando a jornalistas em Maputo, Manguele disse que Moçambique não está numa situação confortável em termos de disponibilidade de medicamentos. “Este ano (2010), tivemos que usar medicamentos fora do prazo. Mas primeiro, fizemos análises fora do país para podermos ver a possibilidade de estender a validade dos medicamentos”, disse o Ministro, acrescentando que “quando temos que recorrer a estas situações significa que não estamos confortáveis em termos de medicamentos”. Dos fármacos que estiveram em falta no país, constam os destinados para o tratamento de tuberculose, antiretrovirais, antimaláricos e testes de SIDA.

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