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Crise de gás doméstico prevalece na Beira

A crise do gás doméstico que se vive um pouco por todo o país, desde a ruptura anunciada em Outubro, já se transformou num “problema sério” na Beira, apesar de o fornecimento do referido combustível já ter recomeçado, por enquanto em quantidades consideradas insignificantes para satisfazer a procura.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, mesmo depois do anúncio, semana passada, do reabastecimento dos principais mercados do país, pelo menos até Sexta-feira quase todos os revendedores de gás doméstico na Beira não tinham nenhuma botija para venda ao público, excepto na loja Kassamo Hassamo, no bairro de Matacuane, onde se podia ver uma longa fila de pessoas à espera da sua vez de adquirir este combustível.

Uma ronda efectuada pelos repórteres do jornal Diário de Moçambique, nos principais revendedores de gás de cozinha na Beira permitiu verificar que o fornecimento a que as empresas distribuidoras se referem ainda não é visível.

Na sexta-feira, foi possível ver pessoas de quase todas as idades, entre mulheres e homens, carregadas de botijas vazias, à procura de gás nos postos de revenda. O único local onde havia cem botijas de gás, com o peso de dez quilogramas cada, é no estabelecimento comercial Kassamo Hassamo, em Matacuane, mas todo o stock foi vendido em pouco tempo.

Em alguns locais, como são os casos da bomba da Galp, na Chipangara, e em revendedores no Macúti, Munhava, Esturro, Pioneiros e Maquinino, havia apenas clientes esperando pelo prometido abastecimento. De gás, nem uma botija! Na Galp de Chipangara, uma fonte disse que o gás recebido quinta-feira foi vendido imediatamente.

“Como podem ver, já não temos botijas de gás à venda aqui. Todo o produto acabou pouco depois de chegar”, disse uma fonte, que preferiu falar na condição de anonimato.

No posto da loja Kassamo Hassamo, único que na sexta-feira tinha gás à venda na Beira, o cenário era desolador. Centenas de pessoas aguardavam a sua vez de adquirir uma botija. Na quinta-feira tinham sido vendidas 250 unidades. Na sexta-feira foram recebidas cem botijas. Todas acabaram.

“Mesmo com as quantidades recebidas, não estamos em condições de responder à demanda. Como deve estar a ver, a fila é longa. Outras pessoas até chegaram aqui por volta das 6 horas. Os preços continuam os mesmos, a botija de 11 quilogramas, a mais procurada, sai a 610 meticais”, disse Kassamo Hassamo, proprietário da loja.

Apesar das tentativas para ouvir a versão de alguns distribuidores de gás na Beira (a Galp e a Petrogal Moçambique), não foi possível chegar-se à fala com os seus responsáveis.

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