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Cresce efectivo de crianças e jovens com necessidades especiais nas escolas

O país continua a registar um crescimento do número de crianças e jovens com necessidades especiais a frequentar a escola, feito que lhes permite deixar de olhar para a educação como apenas um sonho por realizar ou promessa por cumprir, mas sim como a mais pura realidade.

Segundo as estimativas do Ministério da Educação (MINED), existem, em todo o país, mais de 100 mil crianças com necessidades especiais variadas em escolas primárias, 270 alunos com deficiência aditiva e visual nas escolas secundárias, 600 alunos no ensino especial e 47 estudantes no ensino superior.

O pelouro estima também em 591 professores ao serviço desta área, 53 instrutores, 87 técnicos, 15 trabalhadores e três formados surdos, sendo desafio do MINED assegurar que o aumento dos efectivos escolares seja acompanhado pela melhoria da qualidade de ensino.

Para o efeito, todos os quadrantes da sociedade civil moçambicana devem empreender mais acções que assegurem uma educação inclusiva mais qualitativa para todos os que dela necessitam.

O renovado apelo foi lançado pelo vice-Ministro da Educação, Itai Meque, na cerimónia de lançamento das comemo-rações do 15/o aniversário da Educação Inclusiva, acto que teve lugar hoje no distrito do Bilene, província meridional de Gaza, cerca de 150 quilómetros da capital moçambicana, Maputo.

O lançamento da semana comemorativa da efeméride no Bilene, que este ano tem como lema “Eliminar Barreiras para Criar uma Sociedade Acessível e Inclusiva para Todos”, resulta do facto de ali existir uma escola de referência denominado Centro de Recursos de Educação Inclusiva (CREI), que alberga pouco mais de 100 alunos com diversas necessidades especiais no campo da educação.

“No contexto de educação inclusiva no país, o principal desafio hoje é de que continuamos a enfrentar dificuldades na identificação de alunos com necessidades educativas especiais”, disse o governante.

A fonte anotou que o outro desafio muito importante é a contínua capacitação exaustiva de professores em matérias de comunicação alternativa, como são os casos de uso do sistema braile e da língua de sinais.

Ainda no campo dos desafios, o vice-ministro apontou como desiderato rumo à educação inclusiva, no país, a necessidade de identificação de metodologias eficazes de intervenção na sala de aulas para os diferentes casos.

“Os desafios que temos são enormes e requerem o envolvimento, partilha e colaboração de todos os intervenientes, para que a inclusão seja eficaz e eficiente, de tal forma que tenhamos o homem certo no lugar certo”, disse Meque, reafirmando a cooperação, criatividade, a competência e a reflexão como elementos basilares para uma educação qualitativa para todos os cidadãos.

No âmbito do cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), o país deverá alcançar, segundo a fonte, a escolaridade primária universal até 2015, isto é assegurar que 100 por cento das crianças em idade escolar estejam a frequentar o ensino primário, independentemente da sua condição.

“A construção de mais salas de aulas e o recrutamento de mais professores são também desafios importantes para a mel- horia da qualidade de ensino”, disse Itai Meque, apontando que o desiderato está em consonância com a meta do governo visando assegurar uma educação básica e reduzir, por conseguinte, a actual taxa de analfabetismo para a metade, até 2015.

O projecto de educação inclusiva teve início em 1998, em cinco províncias do país, nomeadamente Maputo cidade e província, Sofala, Nampula e Zambézia. Mais tarde, em 2002, o mesmo foi alargado para as restantes províncias que até então não tinham sido contempladas.

O Centro de Recursos de Educação Inclusiva no distrito do Bilene alberga crianças idas das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, todas na parte sul do país. Os outros dois centros de referência estão na província de Sofala e Nampula, Centro e Norte de Moçambique.

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