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Corrupção na Função Pública ‘chegou’ ao Museu de Etnologia

Em Nampula, a problemática da corrupção que preocupa a sociedade moçambicana já “chegou” ao Museu Nacional de Etnologia e é retratado de forma caricatural por Justino Cardoso. “Corrupção Na Função Pública” é o seu mote e irá decorrer por tempo indefinido.

Está patente, desde o dia 1 de Outubro, no Museu Nacional de Etnologia, na cidade de Nampula, uma exposição em banda desenhada protagonizada pelo artista gráfico moçambicano, Justino Cardoso, que retrata as diferentes formas por meio das quais a corrupção, na Função Pública, se manifesta.

A mostra está estruturada em três subáreas de tematização, apresentando mais de 100 pranchas, com cenários que nos ilustram a manifestação do fenómeno. Por exemplo, na segunda secção da mostra, o artista retracta a vida e a obra do Presidente Samora Machel enquanto na última ilustra-se a governação do Presidente Armando Emílio Guebuza.

Justino Cardoso afirma que com a exposição tem o objectivo de  mostrar como os funcionários públicos tratam os cidadãos que demandam os serviços prestado pelo Estado. Aliás, na Função Pública, a corrupção é muito evidente. Por isso, o criador adverte a sociedade sobre a necessidade de haver uma intervenção enérgica para controlá-la.

De acordo com o artista, o povo quer que o sector público seja livre dos corruptos. “É uma vergonha o que se assiste nesse sector, sobretudo porque é lá onde encontramos determinados dirigentes que – de forma corrupta – exigem dinheiro aos cidadãos a fim de despachar processos que deviam correr de forma transparente”.

No Museu Nacional de Etnologia, a exposição estará aberta ao público por um tempo indeterminado. Tem-se, no entanto, um projecto de fazer circular as obras nas escolas dos distritos de Nampula para desencorajar a prática da corrupção a partir da base. Presentemente, o artista encontra-se a trabalhar para traduzir a exposição no livro, como tem sido o habitual das suas obras.

 

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