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ProSavana estratégico para o desenvolvimento dos países da SADC, segundo Presidente Guebuza

O Presidente da República, Armando Guebuza, assegurou que o projecto Pro-Savana, que está sendo desenvolvido no Corredor de Nacala é estrategicamente crucial para catapultar o desenvolvimento de Moçambique e de outros países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, sigla em inglês), como são os casos de Malawi e Zâmbia.

Com uma área de cerca de 14 milhões de hectares, uma parte na província nortenha de Nampula, este projecto surge de um acordo de cooperação trilateral (Moçambique, Japão e Brasil).

O Chefe do Estado moçambicano, que discursava hoje, em Maputo, na abertura do Fórum de Investimento Moçambique-Japão, disse ainda que, “com a implementação efectiva daquele projecto, a região do Corredor de Nacala vai dinamizar e viabilizar outros locais de desenvolvimento social e económico, aproveitando as sinergias existentes”.

Neste contexto, o estadista moçambicano destacou as sinergias geradas na agricultura de pequena e grande escala, nas plantações florestais, na indústria de agro-processamento, no corredor logístico, incluindo o complexo ferro-aéreo-portuário, bem como pela exploração e transformação de recursos naturais.

No acordo trilateral, o Japão introduziu um conceito inovador que resultou o Pro-Savana e que se espera um investimento de cerca de dois bilhões de dólares norte-americanos para a agricultura moçambicana.

Para o Chefe do Estado, o Pro-Savana vai transformar aquela região do Corredor de Nacala num dos instrumentos de luta contra a fome e a pobreza, pois vai elevar “índices de produtividade e integrando mais compatriotas nossos na produção agrária de grande escala”.

Esta cooperação resultou no programa da produção do arroz em Nante, distrito de Maganja da Costa, província central da Zambézia, e que conta com a participação do Vietname.

Guebuza afirmou ainda que o Japão introduziu um programa de voluntários que permite que cidadãos japoneses tenham oportunidades de interagir de forma directa e intensa com os moçambicanos, como forma de conferir maior dimensão humana na cooperação entre Moçambique e aquele país nipónico.

“A este propósito gostaríamos de reiterar o nosso interesse em ver muito mais voluntários, num número ainda maior de áreas de intervenção urbana”, recomendou Guebuza.

O Fórum de Investimento Moçambique-Japão, que contou com a presença do Primeiro-Ministro Japonês, Shinzo Abe, acompanhado por cerca de 50 empresários daquele país nipónico e a mesma proporção de empresários nacionais, Moçambique fez-se presente com grande destaque para a Confederação das Associações Económicas (CTA).

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