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Coreia do Norte prepara mísseis após exercício aéreo dos EUA

A Coreia do Norte colocou seus mísseis em prontidão nesta sexta-feira, preparando um eventual ataque contra bases militares dos Estados Unidos na Coreia do Sul e Pacífico, depois que os EUA realizaram exercícios com aviões “invisíveis” aos radares sobre a península coreana, numa rara demonstração de força.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinou a ordem de preparação militar numa reunião à meia-noite com generais de alto escalão, segundo a agência estatal de notícias do seu país, a KCNA. De acordo com o relato, Kim “julgou que chegou a hora de acertar contas com os imperialistas dos EUA, com vistas à situação prevalecente.”

A KCNA disse que Pyongyang e Washington só poderão resolver as suas diferenças por “meios físicos”. O Norte tem um arsenal de mísseis de curto alcance Scud, da era soviética, que são capazes de atingir a Coreia do Sul. Já os seus mísseis Nodong e Musudan, de maior alcance – teoricamente suficientes para atingirem bases dos EUA no Pacífico – nunca foram testados.

A China, única aliada relevante da Coreia do Norte, repetiu o seu pedido por moderação na região, sem fazer críticas aos sobrevoos norte-americanos.

A tensão está elevada desde que a Coreia do Norte realizou seu terceiro teste de armas nucleares, em fevereiro, violando sanções da ONU, e apesar dos alertas chineses em contrário.

O ministro de relações exteriores da Rússia criticou implicitamente os exercícios dos EUA com aviões do tipo Stealth (“furtivos”), que não são detectados por radares.

“Estamos preocupados de que, além da reação adequada e coletiva do Conselho de Segurança da ONU, esteja sendo tomada em torno da Coreia do Norte uma ação unilateral que é cada vez mais uma atividade militar”, disse o chanceler Sergei Lavrov. “A situação pode simplesmente sair do controle, ela está escorregando para a espiral de um círculo vicioso”, acrescentou Lavrov a jornalistas em Moscovo. Ele defendeu esforços pela retomada do diálogo multilateral com a Coreia do Norte. Esse processo envolvia Rússia, EUA, China, Japão e as duas Coreias.

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