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Convocação de eleições na Grécia pode gerar impasse

A Grécia convocou, esta Quarta-feira, eleições gerais para 6 de Maio, dando início a uma campanha que pode não produzir um claro vencedor e colocar em risco a execução do plano de resgate que se propõe a evitar a falência do país.

O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, anunciou a data do pleito depois de reunir-se com o presidente grego, Karolos Papoulias, e com seu gabinete interino, que o primeiro-ministro disse ter finalizado o trabalho ao assegurar o plano de resgate e a reestruturação da dívida principal, mês passado.

“A Grécia está no meio dum caminho difícil”, afirmou Papademos em pronunciamento à nação na TV. “As escolhas que fazemos não apenas determinarão o governo a ser formado depois da eleição, mas o curso da Grécia nas próximas décadas”, completou.

O primeiro-ministro, um ex-banqueiro chamado, ano passado, a ocupar o posto actual com o colapso do governo socialista, disse aos seus ministros esperar que um novo Parlamento, que deve aprovar uma série de duras reformas para assegurar pagamentos sob o plano de resgate, reúna-se, a 17 de Maio.

“Os últimos meses provaram que com o desafio de grandes problemas e riscos enormes podemos cooperar e superar as nossas diferenças”, afirmou.

Mas as primeiras eleições desde a crise da dívida, que começou em 2009 e arrastou o país à sua pior recessão desde a Segunda Guerra, balançando o euro, podem ser seguidas por negociações prolongadas por coligações.

Os conservadores do partido Nova Democracia e os socialistas da legenda PASOK, que deram suporte no Parlamento ao governo de Papademos, perderam apoio popular ao endossar o plano de resgate, e podem não obter votos suficientes para formar uma nova coligação.

As pesquisas de opinião mostram que os partidos pequenos que opõem-se aos cortes salariais e de pensão impostos pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de ajuda financeira ao país estão a ganhar terreno.

Uma insatisfação popular com os ajustes tem lotado as ruas nos últimos dois anos em protestos que, não raro, acabam em violência.

Os líderes partidários já deram início à campanha de forma não-oficial, com o conservador Antonis Samaras dizendo aos seus partidários no fim-de-semana que aumentaria os vencimentos e criaria empregos.

“A Grécia está agora na pior condição em que já esteve durante tempos de paz”, afirmou Samaras, esta Quarta-feira.

“O povo grego terá a chance de determinar o seu futuro nestas eleições.” As pesquisas recentes mostram que o Nova Democracia ficaria com 18 a 25 por cento dos votos, à frente do PASOK, que teria de 11 a 16 por cento, a preferência relativa fica bem atrás dos 43,9 por cento obtidos pelos socialistas nas eleições de Outubro de 2009, antes da crise.

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