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Contrabando de marfim / parceiros em rota de colisão

A maior empresa de exploração madeireira na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, “Miti, Lda” promete processar judicialmente a parceira “Tienhe Lda” de cidadãos de origem chinesa, por ter usado o seu nome, instalações e documentos na gorada tentativa de contrabandear produtos proibidos por lei.

Entre os produtos contrabandeados destacam-se pontas de marfim de 63 elefantes e seus excrementos, carapuças de pangolim, peças de arte feitas a partir do marfim, pêlos do porco-espinho, entre outras.

O proprietário da Miti, Lda., Faruk Jamal, confirmou a instrução dos advogados para trabalharem no processo, porque, segundo afirma, a empresa parceira manchou o nome da sua empresa, cujo objecto de trabalho é unicamente a exploração de madeira.

Segundo Jamal, houve desonestidade em todos os ângulos de visão, afinal, tiveram de subtrair a madeira a eles vendida pela parceira para introduzir esses produtos e, para o efeito, tiveram de retirar o contentor usado do estaleiro da sua empresa, sem a vigilância dos trabalhadores.

As investigações, até então feitas, confirmam que o contentor número PRSU215078/1 da Miti, Lda., encontrado no conjunto de muitos outros que iam à exportação do lote da empresa chinesa Tienhe, Lda., havia sido isolado pelos parceiros daquela empresa moçambicana, donde foi retirada uma parte da madeira em toros para introduzir os produtos proibidos.

Na tarde do dia 14 de Janeiro último, terceiro dia consecutivo da reverificação dos contentores fora do bordo e diante das autoridades da defesa e segurança, portuárias e da agricultura, o contentor foi aberto para dele assistir-se a saída destas quantidades de recursos naturais, junto com a madeira em toros, cuja exploração é proibida por lei.

O director da Miti, Lda., Zaid Abubacar, disse na circunstância que a empresa foi traída pelos parceiros e que havia pelo menos um cidadão chinês confesso, Qiuhua Yan, da parceira Tienhe, Lda., que foi autor da introdução das pontas de marfim.

O Jornal “Notícias” soube mais tarde que Qiuhua Yan e mais um colega conterrâneo acabariam ficando detidos por algum período, com receio de que se pusessem em fuga ou se suicidassem em resultado dos dados que iam sendo reunidos na procura da verdade material a volta do caso.

Aliás, o aparecimento do nome da Miti, Lda., estampado no contentor que continha marfim, é explicado pelo respectivo director como resultado de a empresa ao negociar com os seus clientes, na sua maioria chineses, para vender os seus produtos madeireiros, em toros ou processados, ter a responsabilidade de exportar para o destino que melhor convier a coberto dos seus documentos.

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