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Consumidores de gás natural próximos das fontes com preços baixos

Os consumidores de gás natural mais próximos das fontes de abastecimento deverão passar a pagar preços baixos, relativamente aos mais afastados das mesmas fontes, de acordo com propostas em discussão no âmbito da implementação da nova metodologia tarifária para o transporte de gás por gasoduto dentro do território nacional.

Esta proposta vem dissipar receios dos consumidores em áreas rurais mais afastadas das fontes que pensam que as tarifas a serem aprovadas deverão ser demasiado elevadas e proibitivas em termos sociais, segundo consta de um documento a ser objecto de discussão, próxima quinta-feira, 13 de Outubro de 2011, no Maputo.

As zonas industriais defendem, por seu turno, que sejam abrangidas pelo estatuto preferencial de uma zona industrial no que respeita à tarifa de gás, de acordo igualmente com o documento a ser apresentado no terceiro “workshop” sobre a implementação da metodologia tarifária para o transporte de gás por gasoduto em Moçambique.

Neste encontro serão apresentadas para enriquecimento recomendações de consultores sobre a matéria que propõem, quanto ao modelo do preço, que seja baseada no custo incremental médio de longo prazo que é uma combinação de preços definidos a custos médios e preços definidos a custos marginais.

Empresas & investidores

Os consultores propõem ainda que a estrutura tarifária seja baseada em zonas, pagando os consumidores a mesma tarifa em cada zona e diferente de zona para zona e que inclua ainda uma tarifa de capacidade e sobre o próprio bem (gás natural), para além de se manter aberta a possibilidade de modificações para grupos específicos de consumidores, “mas sem qualquer impacto financeiro líquido, isto é, sem pôr em causa os ganhos totais obtidos pelas tarifas”.

Já no que respeita a preocupações dos exploradores de fontes de gás, as empresas de desenvolvimento de gasodutos, bem como investidores estrangeiros afirmam estar preocupados, sobretudo, com o volume suficiente para justificar o desenvolvimento dos seus projectos de exploração de fontes de gás, certeza na tarifa e na taxa de retorno e para não indevidamente serem penalizados pela estrutura das “locational tariffs”.

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