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Consultora AON agrava risco de Moçambique para Elevado

Moçambique foi o único país na África subsaariana a ver o Risco Político, Risco de Incumprimento e Transferências Externas a degradarem-se para Elevado, segundo a análise feita pela corretora de seguros de risco Aon.

“O único país que viu uma deterioração no ‘rating’ geral este trimestre foi Moçambique, que transitou de Médio-Elevado para Elevado”, escrevem os analistas desta consultora de risco, que anualmente elabora um mapa sobre o risco político de quase todos os países.

Na actualização deste trimestre, os consultores escrevem que “Moçambique atravessa uma crise de dívida, exacerbada pela descoberta de fraude governamental e a subsequente suspensão do financiamento e ajuda internacionais, incluindo do programa de assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

Na análise sobre o país, a AON detalha que os riscos de “transferência externa, incumprimento soberano e violência política foram todos aumentados para Elevado desde o último trimestre”.

Lembrando as dívidas contraídas por empresas públicas e escondidas da contabilidade oficial do país, os analistas da AON antecipam dificuldades a curto e médio prazo, não só no pagamento das dívidas, mas também no ambiente de negócios em Moçambique.

“A auditoria internacional em curso deverá revelar que os níveis de dívida actuais são insustentáveis, o que quer dizer que mais reestruturações de dívidas vão ser necessárias”, lê-se no relatório.

Assim, os peritos esperam “que haja vários exercícios de reestruturação da dívida durante os próximos anos, o que pode minar o ambiente de negócios para os empresários internacionais”.

O Mapa de Risco Político, cuja mais recente actualização trimestral foi nesta quinta-feira divulgada, analisa cerca de 160 países e territórios através de 168 atributos.

De acordo com os promotores, “o acesso da Aon a dados dos últimos 19 anos permite acompanhar o risco político nos mercados emergentes, traçar tendências, medir a exposição ao risco e rever os potenciais desafios que as empresas podem enfrentar ao decidirem investir, crescer ou diversificar os seus negócios nestes mercados”.

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