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Conselho Muncipal não honra compromisso

As obras de construção da futura sede da Assembleia Municipal da Beira (AMB) decorrem a passos de camaleão. O Presidente da Assembleia Municipal da Beira, Mateus da Cecília Saíze, efectuou uma visita às obras, esta terça-feira, tendo afirmado que existem alguns avanços mas muito poucos relativamente aquilo que se esperava encontrar.

O lançamento da primeira pedra foi em Novembro de 2009 e o contrato de adjudicação para o empreiteiro preconizava dez meses para a conclusão da parte estrutural do imóvel.

Ou seja, até setembro do ano passado era previsto que a parte estrutural do edifício estivesse pronta, para logo a seguir se dar início a etapa de acabamentos que faz parte de um outro contrato.

“Mas nem essa parte estrutural está terminada e já estamos a dois anos que não termina” – afirmou Mateus Saíze, visivelmente constrangido com a situação.

Justificando das razões do incumprimento dos prazos previamente estabelecidos, o Presidente do Conselho Municipal da Beira, Daviz Simango, referiu, entretanto, que se deve a alterações sistemáticas do projecto inicial alegadamente com objectivo de dar uma boa funcionalidade ao imóvel.

Todavia, o Presidente da Assembleia Municipal não concorda que tais alterações venham justificar a demora que se verifica. “Não podemos nos contentar com alterações sistemáticas do projecto inicial para justificar o atraso” – enfatizou.

Saíze entende que há atrasos e esses atrasos devem ser eliminados para que a obra termine, embora já fora dos prazos, mas dentro dos prazos razoáveis.

Uma obra que devia estar pronta em 2010, mas hoje o Presidente do Município fala em terminar em 2012 ou 2013. Ainda assim usa o termo provavelmente, retirando garantia da nova promessa.

“Se nós tivessemos sabido como assembleia que terminaria ao final de todo o mandato acreditamos que não haveriamos de aprovar o orçamento para construção de uma sede para durar um mandato inteiro. Foram dez meses de compromisso, nós aprovamos o prazo de dez meses, alocamos os fundos para os dez meses e achamos estranho que hoje nos tragam informação de cinco anos de construção de uma casa normal como aquela” – reagiu o Presidente da Assembleia Municipal da Beira, Mateus da Cecília Saíze.

Mateus Saíze não coloca objecção em relação ao argumento de que se está a fazer alterações sistemáticas com objectivos de dar uma boa funcionalidade ao imóvel, mas observa que antes de iniciar a construção existe um projecto que foi aprovado e é este objecto que serviu de base para adjudicação da obra, pelo que não cosidera justo se recuar e andar-se a dizer coisas que não tem nada a ver com os compromissos assumidos, que preconizam a entraga da parte estrutural da obra no prazo de dez meses.

O que pode estar por detrás Embora se diga trarar-se de um simples vaticínio, mas pode ser uma provável razão o facto de a Assembleia Muncipal ser liderada pela Frelimo e o poder executivo autárquico estar agora nas mãos do MDM. Protagonismos políticas podem estar por detrás.

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