Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Confirmada a abundância de gás na bacia do Rovuma

O governo e a multinacional petrolífera Anadarko Moçambique confirmaram a existência de reservas na ordem de 10 triliões de pés cúbicos de gás natural no furo de avaliação designado Camarão, aberto no âmbito das actividades de pesquisa em curso na Bacia do Rovuma.

O jornal Noticias, citando o Instituto Nacional de Petróleos (INP), deu conta de que com a nova descoberta está aberta a possibilidade de se projectarem dois módulos independentes de 5 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano, contra apenas um que fora idealizado no âmbito da exploração das reservas de gás natural no alto-mar, constituindo um marco importante em termos de economia de escala e custos.

Segundo a fonte, o furo “Camarão” foi projectado até a uma profundidade total de 3850 metros, tendo sido confirmados 73 metros de areias saturadas de gás natural do Oligoceno, e descobertos 43 metros de gás em areias do Mioceno.

Com vista a acelerar as actividades de pesquisa em curso na Bacia do Rovuma, os concessionários daquela área de pesquisa anunciaram a mobilização de um segundo navio-sonda que deverá participar, nos próximos dezoito meses, em operações de perfuração e testagem.

Os concessionários da referida área são a Anadarko Moçambique, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a Mitsui, do Japão, a Videocon e Barat Petroleum, ambas da Índia, e a Cove Energy, da Grã- Bretanha.

Nos últimos anos, Moçambique tem sido destino privilegiado de grandes companhias que investem em actividades de pesquisa de petróleo e gás em várias regiões, com destaque para a Bacia do Rovuma.

A título de exemplo, estima-se em 370 milhões de dólares o valor investido, entre 2009 e 2010, em actividades do género naquela área que cobre o Norte da província de Nampula e praticamente toda a costa da província de Cabo Delgado.

Em todas as áreas de pesquisa os investimentos são realizados em regime de “carried interest”, ou seja, que o Estado moçambicano só pagará os custos incorridos pelas companhias parceiras na proporção da sua participação, em caso de descoberta de petróleo ou de gás natural.

Entretanto, para efeitos de pesquisa a Bacia do Rovuma foi dividida em seis blocos, sendo o bloco 1 aquele onde as actividades se encontram em fase bastante adiantada, embora as atenções estejam concentradas para o gás natural, já que as reservas de petróleo descobertas até esta parte não inspiram, segundo os concessionários, investimentos de dimensão comercial.

Desde a assinatura do contrato de concessão do bloco 1, em 2007, a concessionária investiu cerca de 750 milhões de dólares norte-americanos em actividades de prospecção e pesquisa, tendo sido abertos seis furos no mar e um sétimo no continente, do que resultou a descoberta de gás natural em pelo menos cinco deles no alto-mar, nomeadamente “Windjammer”, “Barquentine”, “Lagosta”, “Tubarão” e agora o “Camarão”.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!