Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Comunidade afro-brasileira celebra a Consciência Negra

Comunidade afro-brasileira celebra a Consciência Negra

Capoeiristas de gerações e lugares diferentes juntaram-se na última semana de Novembro, concretamente no dia 22, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, a fim de celebrar e reflectir sobre os 318 anos do Dia da Consciência Negra.

Embora seja evidente alguma insensibilidade dos moçambicanos em relação a esta efeméride, decorrente da ignorância sobre a sua importância, o evento da celebração do Dia da Consciência Negra, realizado em Maputo, teve a adesão da juventude, com enfoque para os capoeiristas. A iniciativa tinha como vista o debate sobre a história e os actos históricos de Zumbi de Palmares – um dos mais representantes defensores da liberdade.

O Dia da Consciência Negra celebra-se a 20 de Novembro, altura em que se realizam festejos dedicados à reflexão sobre a inclusão do negro na sociedade brasileira. É por essa razão que, nessa ocasião, instala-se a Semana da Consciência Negra. De acordo com o contramestre do Grupo de Capoeira Arte Viva, Melquisedeque Sacramento Santos, a escolha da data tem a ver com o a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Para Santos, o Dia da Consciência Negra é o momento em que os africanos, e não só, reflectem sobre a resistência travada pelos seus antepassados contra a opressão e a escravidão resultantes da colonização. Muitos africanos foram transportados em barcos negreiros para trabalhar nas plantações no Brasil, na segunda metade do século XVI. Além das actividades artístico-culturais, algumas entidades, principalmente no Brasil, organizaram palestras e eventos de carácter pedagógico, reunindo um grande número de crianças a quem disseminaram mensagens sobre a vida e obra de Zumbi dos Palmares. A acção tem como objectivo lutar contra o preconceito racial entre os homens.

Em várias partes do mundo, a comunidade negra brasileira discute sobre assuntos relacionados com a inserção do negro no mercado de trabalho, a sua inclusão no acesso à formação superior, a luta contra a descriminação racial pelas autoridades policiais, a necessidade de se exaltar a beleza negra, entre outros temas. De acordo com Santos, o que é péssimo na história sobre Zumbi dos Palmares é que muitos africanos – a quem se dedicou a luta pela liberdade – não valorizam os feitos do referido ícone. Esta personalidade heróica foi o primeiro negro a morrer por uma causa nobre – a liberdade dos afro-brasileiros.

Sobre Zumbi dos Palmares

Zumbi dos Palmares nasceu no Estado de Alagoas em 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época colonial no Brasil. Esse Zumbi dirigiu o Quilombo dos Palmares, uma espécie de território habitado por negros, tendo acolhido os escravos que – por causa da opressão – abandonavam as fazendas dos senhores negreiros.

Em 1680, aos 25 anos de idade, Zumbi dos Palmares tornou-se líder do Quilombo dos Palmares, tendo comandado a resistência contra as tropas do governo colonial. Durante a sua governação, a comunidade cresceu em número e fortificou-se, obtendo vitórias sobre o exército português.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!