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Como pôr Moçambique a dançar?

Como pôr Moçambique a dançar?

Nos finais de Novembro, na cidade de Maputo, os apreciadores da dança tradicional tiveram a oportunidade de ver o que há de essencial – nas várias modalidades dessa manifestação artístico-cultural – em termos de coreografias no país. O evento serviu não somente para se divulgar os resultados da pesquisa realizada pelos professores, mas, acima de tudo, para a Companhia Nacional de Canto e Dança revelar ao público como se põe um país a bailar. Por isso, o evento denominou-se Dançar Moçambique…

No dia 23 de Novembro, a Companhia Nacional de Canto e Dança mostrou mais, uma vez, o seu interesse em contribuir para o desenvolvimento artístico-cultural do país – incluindo a promoção do conhecimento sobre as danças tradicionais moçambicanas – ao associar vários estilos de danças que expressam as especificidades de cada região da nação.

Dançar Moçambique, como se chamou a iniciativa, é uma coreografia que faz a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela companhia ao longo dos anos, na busca da identidade cultural do povo moçambicano.

O evento configura-se como uma súmula das danças moçambicanas, praticadas em vários cantos do país, enquadrando-se no âmbito dos programas e actividades desenvolvidos no Projecto O Sol Nasceu, protagonizado pela Companhia Nacional de Canto e Dança. A iniciativa é, por isso, um mecanismo de pesquisa e divulgação do mosaico cultural de Moçambique a nível da dança.

De acordo com a directora artística da Companhia Nacional de Canto e Dança, Cândida Mata, este ano, a realização concretizou o sonho dos professores e bailarinos daquela organização artístico-cultural que também se dedica à investigação de ritmos e danças tradicionais.

Cândida Mata revela que a grande dificuldade enfrentada pelo grupo tem a ver com a falta de instrumentos que representam as danças – o que, muitas vezes, tem desviado os pesquisadores e bailarinos da essência de determinados bailados.

“Em resultado da falta do material apropriado – para a execução de cada ritmo e dança na especificidade – temos poucas possibilidades de apresentar todas as coreografias. De outra forma, para contornar estas limitações, vezes sem conta, retiramos determinados pormenores importantes de certos bailes”, refere Mata que lamenta o facto de isso prejudicar a autenticidade dessa forma de arte.

Recentemente, foram apresentadas diversas danças praticadas em todo o país, com enfoque para o Xigubo, a Parampa, a Makwai, o Tufo, a Semba, a Niketche, entre outras.

Segundo o coreógrafo Abacar Molima, criar uma simbiose nacional a partir das danças tradicionais é uma obrigação da Companhia Nacional de Canto e Dança. Afinal, para si, “só podemos resgatar a cultura se em simultâneo resgatarmos as nossas danças”.

Participaram nas pesquisas de que resultou a coreografia Dançar Moçambique alguns dos mais destacados bailarinos e coreógrafos da Companhia Nacional de Canto e Dança como, por exemplo, Pérola Jaime, Abacar Molima, Maria José Macamo e Abel Fumo.

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