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Companhias aéreas e operadores turísticos estrangeiros apropriam-se de receitas

Companhias aéreas e operadores turísticos estrangeiros estão a ser acusados de se apropriarem indevidamente de receitas de viagens nos quatro principais itinerários turísticos de vários países para estâncias turísticas moçambicanas.

Os itinerários são, designadamente, Lisboa-Maputo-Vilankulo/ Arquipélago de Bazaruto, para o turismo de lazer no Sul de Moçambique, Londres/ Joanesburgo-Maputo-Pemba, para turismo de lazer no Norte, Europa-Maputo, para o turismo de negócios/conferências, e Nelspruit-Maputo-Inhambane-Vilankulo-Bilene-Maputo, para o turismo de aventura no Sul de Moçambique, segundo a Corporação Financeira Internacional (IFC) do Banco Mundial (BIRD).

Esta instituição faz uma análise detalhada sobre a cadeia de valor do turismo relativamente àqueles quatro itinerários básicos de visitas turísticas em Moçambique, concentrando-se em itinerários escolhidos para representar os variados produtos turísticos, destinos e segmentos de mercado oferecidos de acordo com a experiência do turismo do país.

O documento enfatiza que o Turismo é um sector de serviços de exploração em que empresas podem ser afectadas fortemente pelos choques nas taxas de câmbio e que o sentido e magnitude dos efeitos nos incentivos aos preços do investidor no sector dependem das quotas no comércio de exportação e da elasticidade relativa da procura da importação e da oferta de exportação.

Refere a seguir a IFC que as diferentes estruturas dos custos da cadeia de valor em cada um destes itinerários resultam em diferenças nas quotas do comércio de exportação, porque há entidades estrangeiras que se apropriam de grande parte das receitas das viagens.

Os hotéis e restaurantes, em particular, importam grande parte dos alimentos e bebidas que provocam aumento dos custos até 5% acima dos custos médios das empresas de exportação concorrentes nos países vizinhos como Tanzânia e Quénia.

Além disso, as empresas turísticas de Moçambique usam grandes quantidades de gasóleo importado para alimentar geradores devido à escassez da energia eléctrica, bem como material de construção importado e pessoal técnico estrangeiro, situações que representam 35 a 40% dos custos.

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