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Como uma Mulher deve lidar com imputência sexual do Marido

A falta de comunicação entre os cônjuges (marido e mulher) sobre os seus desejos sexuais tem constituído um dos factores concorrentes que estimulam a existência de redes sexuais de parceiros múltiplos – segundo estudos publicados.

Dados em nosso poder indicam que 42 por cento de cidadãos moçambicanos de sexo masculino tem mais de um parceiro sexual, um cenario que tende a evoluir figurando, entretanto, como uma das principais causas de propagação do hiv sida. Moçambique e um dos países que apresenta uma das mais elevadas taxas de propagação e infecção do hiv sida na região. Além da falta de comunicação entre os cônjuges sobre a sua apetência sexual, existem ainda outros factores que influenciam a existência de redes sexuais de parceiros múltiplos, como por exemplo a pobreza e dependência extrema que torna um dos cônjuges vulnerável a outro.

Na maioria dos casos, a mulher figura como a mais vulnerável nessa situação. Essa situação ocorre sobretudo nas zonas rurais e em famílias desfavorecidas, por sinal essa rede constitui a maioria da população moçambicana.

Especialistas nessa matéria indicam, no entanto, que o problema de falta de comunicação sobre apetites sexuais entre os cônjuges pode ser superado com maior facilidade em relação a outro, nomeadamente pobreza e dependência extrema. Depoimentos de um casal (homem e mulher) colhidos pelo nosso jornal na Cidade da Beira mostram que o problema de falta de comunicação sobre desejos sexuais entre os cônjuges e superável havendo dialogo permanente e consistente.

O casal referiu que conseguiu evitar o risco de cada um dos cônjuges se envolver em redes sexuais com parceiros múltiplos apos várias sessões de dialogo, nos quais cada um foi sensibilizando o outro e falaram das vantagens que isso traz na família. Uma delas e o risco de contracção de doenças resultantes de relações sexuais extra-conjugal, com destaque para o hiv sida.

 Essa impressionante história foi nos contada por uma mulher casada, trinta anos de idade, residente no Bairro de Macurungo, identificada por A. Dias. Dias contou ao O Autarca que conseguiu evitar a sua integração em redes sexuais com parceiros múltiplos pela abertura no diálogo com o esposo.

Contou-nos que várias vezes ela e o marido falaram a sós sobre o sentimento de cada um em relação as suas relações sexuais que vêem mantendo faz bastante tempo. Na sua opinião, a satisfação nas relações sexuais e algo inatingível, pelo que depende do conformismo ou cedência das partes para manterem vivas as suas aspirações entanto que casal.

“Muita gente se envolve em relações extraconjugais alegadamente a procura de satisfação o que na verdade nunca chegam a encontrar” – afirmou, lamentando que essa situação de infidelidade só traz desgraça na família. Contou que o marido passou por uma situação de crise durante determinado tempo, afirmou concretamente que teve problemas de impotência sexual (comum nos homens, reflexo de problemas de saúde). Perante esse cenário ela referiu que por pouco se arriscava a manter relações sexuais fora de casa alegadamente para a satisfação do seu prazer sexual.

Disse que de princípio ela também se sentiu mal perante a situação do esposo a ponto de muitas vezes ter hesitado abordar juntamente o problema receando que o esposo viesse a sentir- se deprimido. Teve de permanecer durante muito em silêncio, enquanto decidia procurar um parceiro fora de casa para apenas satisfazer a sua vontade sexual.

Ela afirmou que até chegou a encontrar um parceiro, por sinal também um homem casado, mas não chegou a se envolver sexualmente temendo ser descoberto e denunciado pela vizinhança o que lhe custaria a perca do lar. Há estudos que indicam que manter uma relação sexual fora do lar é algo extremamente arriscado.

Primeiro corre-se o risco de perder dignidade na comunidade, também há o risco de perder o lar e destruir a família, além do risco de contrair hiv sida e ainda passar ao cônjuge. Quanto ao hiv sida, estudos indicam que normalmente os adúlteros depois de varias relações sexuais seguras (usando preservativo) com o tempo acabam dispensando-o, promovendo sexo inseguro, ou seja, sem preservativo.

 Dai que o vírus hiv sida tem tido maior espaço sobretudo nesse tipo de relacionamento, duradoiras, do que ocasionais. A única forma que os estados sobretudo da zona Austral do Continente Africano identificaram para evitar esse tipo de situações é a promoção da monogamia, com medidas de sensibilização orientadas a redução de parceiros múltiplos. Problemas de impotência sexual nos homens encontram solução na medicina convencional através da administração de drogas recomendadas.

Sabendo-se que a ausência de sexo também estimula perturbações no organismo humano, desesperada e sem identificar uma saída viável na sequência do problema de impotência sexual que o esposo manifestava, a nossa entrevista A.Dias contou-nos que preferiu expressar o seu sentimento junto a uma amiga, curiosamente uma activista envolvida nos programas de prevenção e combate ao hiv Sida.

Contou-nos que essa amiga, tendo em conta a experiência que possuía em relação ao risco a que as pessoas que se envolvem sexualmente com mais de um parceiro se expõem face ao hiv sida, teria lhe aconselhado a procurar formas de solucionar o problema da impotência sexual do marido; isto é explicando o marido sobre o estado da sua forma sexual que não permitia atingir a sua satisfação sempre que mantinham relações. Como solução para o problema da impotência sexual do marido, a amiga teria aconselhado a recorrer a medicina tradicional.

Normalmente, os problemas de impotência sexual nos homens encontram solução tanto na medicina convencional como também na tradicional. Por exemplo, a medicina convencional uma das saídas tem sido o uso de viagras ou outro tipo de drogas recomendadas, enquanto que a tradicional trata o problema com recurso a raízes. Numa das consultas a que A. Dias e o esposo se submeteram junto de um curandeiro (medico tradicional), foram informados que havia feitiço no meio da crise, enviado por uma mulher casada que desejava manter relações com ele, mas, no entanto, este não aceitou porque não queria trair a esposa.

Prosseguindo com os tratamentos recomendados por esse curandeiro, o marido da A. Dias recuperou da doença que padecia e voltou a normalidade. Uma vez encontrada a solução do problema do marido, actualmente A. Dias e o esposo levam uma vida normal e sentem-se muitos felizes, mas sempre que podem não se esquecem de relembrar os maus momentos por quanto passaram.

São momentos difíceis que poderiam infernizar a vida do casal. Hoje em dia, os dois contaramnos que dão mais importância ao diálogo sobre a manifestação dos seus desejos sexuais, pois ajudou a identificar o problema que poderia ate levar a separação do casal ou o risco de contaminação do hiv sida no seio. Satisfeito pelo bom momento pelo que passa, o casal deixou ficar uma recomendação a outros casais que devem se encontrar na mesma situação, indicando que o diálogo e a paciência devem prevalecer acima de todas vontades individuais.

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