Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Comemorando na esperança de um futuro melhor

A cidade de Maputo comemorou, esta quarta-feira, a passagem dos 123 anos da sua elevação a cidade. A chuva que, desde a noite de terça-feira até ao fim da quarta-feira, caía quase que torrencialmente na chamada cidade das acácias não deu espaço para comemorações de grande pompa.

Entretanto, na habitual cerimónia de deposição de flores na Praça reservada aos heróis moçambicanos, estiveram os dirigentes da cidade com destaque para o Presidente do Conselho Municipal, David Simango e da governadora da cidade, Lucília Hama.

Falando a imprensa, os dois dirigentes reconheceram as dificuldades com as quais se debate a capital moçambicana mas prometeram fazer esforços no sentido de encontrarem formas de melhorar as condições na capital.

Da lista das dificuldades, basicamente estruturais, está o deficiente sistema de saneamento, a insuficiência de vias de acesso, o fraco sistema de abastecimento de água, a fraca qualidade da luz eléctrica, entre outros problemas.

A superlotação da cidade foi também referenciada como um problema que precisa de outra e urgente abordagem, pois, segundo o Presidente do Conselho Municipal, a cidade alberga actualmente cerca de 2 milhões de pessoas no período diurno, para uma cidade que em termos infra estruturais está capacidade para aguentar apenas 500 mil pessoas.

História Após a fundação, em 1544, pelo comerciante português Lourenço Marques de uma feitoria – a partir daí a zona começou a ser conhecida pelo seu nome – a região do actual Maputo – conheceu um interregno na sua exploração.

Só na segunda metade do século XIX, quando se dá início à corrida a África por parte das grandes potências europeias, é que a região volta a ser alvo de disputa, desta vez entre portugueses e ingleses.

Em 1861, o conflito atinge o seu auge, sendo necessário recorrer à arbitragem do general francês Mac-Mahon, que havia sido presidente daquele país.

Este reconhece, em 1875, os direitos da parte portuguesa. Intensifica-se então a fixação de população na área que já recebera um plano urbanístico, em 1867. Dez anos mais tarde, em 1877, o povoado é elevado à categoria de vila e a 10 de Novembro de 1887 a cidade, por meio de um Decreto do Rei de Portugal.

Deste modo, esta última data é o “feriado municipal”, ou seja, é o dia que hoje se comemora. Onze anos depois, em 1898, Lourenço Marques tornou-se finalmente capital da colónia portuguesa de Moçambique, substituindo a Ilha.

A partir dos anos 40’ e 50’ do século XX, e sobretudo ao longo das décadas sessenta e setenta, a urbe expandiu-se comercial, industrial e residencialmente, beneficiando do crescimento económico e investimento que a colónia então sofreu.

Já uns meses depois da independência nacional, a cidade passou a designar-se, por decisão do então presidente Samora Machel, anunciada num comício popular a 3 de Fevereiro de 1976, Maputo. Esta alteração foi formalizada a 13 de Março desse ano.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!