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CMCM e FAO estudam melhor gestão dos mercados

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
(FAO), procura formas de melhorar as infraestruturas dos mercados da urbe, para oferecer um serviço qualitativo ao munícipe e garantir maior arrecadação de receitas.
Para o efeito, decorre em Maputo um seminário sobre a Organização e Gestão de Mercados Retalhistas, cujo objectivo fundamental é lançar os pilares para a manutenção de uma nova postura camarária nesta área e adoptar um modelo em que passarão a ser construídos os mercados.

David Simango, Edil de Maputo, disse, no encontro, que grande parte dos mercados municipais são caracterizados pela notável falta de uma estrutura bem organizada, o que se traduz na desordem, anarquia, falta de higiene e atropelo às mais elementares regras de conduta urbanística, daí a necessidade urgente de actuar-se sobre esta arbitrariedade.Os mercados municipais estão no epicentro da atenção da maioria dos munícipes, por ser lá onde, diariamente, obtêm os bens de consumo básicos, mas grande parte deles funciona em condições bastante desoladoras.
Nas várias subcategorias de mercados existentes, os mais comuns, localizados, na sua maioria, nas zonas suburbanas, funcionaram em péssimas condições infraestruturais e, muitas vezes, sem saneamento adequado.
Os produtos são comercializados em condições desumanas bastando, para o efeito, referir que muitas vezes partilham o mesmo espaço com águas sujas e lamacentas e outros resíduos sólidos putrefactos, que colocam um alto risco senão um atentado a saúde pública.
Todavia, Simango disse que no compromisso para com os munícipes, o seu elenco sempre evocou a importância de acções participativas conducentes à adopção de mecanismos para garantir o funcionamento dos mercados municipais e enquadrar melhor as actividades comerciais informais a nível do município.
Maria Zimmerman, represente desta agência da ONU, apontou, a título de exemplo, a existência de acções de baixo custo capazes de melhor as condições infraestruturais dos mercados como a união do mercado grossista aos retalhistas, a construção de bancas modelo, a implementação de um código de conduta a ser monitorado e a revisão das taxas de mercado.
António Tovela, Vereador do pelouro de Mercados e Feiras, que falou dos desafios para a Edilidade neste domínio, disse haver uma necessidade urgente de construir, ampliar e reabilitar os mercados e feiras, embora não tenha adiantado o valor a ser absorvido pelo processo.
Contudo, tudo deve ser feito numa base consensual entre os vendedores a vários níveis e a Edilidade com vista a garantir o funcionamento dos mercados.

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