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Cinco indivíduos presos por posse de dinheiro falso e caça furtiva no sul e centro de Moçambique

Um jovem de 25 anos de idade, cuja identidade foi omissa pela Polícia, não goza de liberdade, desde a semana passada, na capital moçambicana, por posse de cerca de 2.500 rands falsos, que alegadamente pretendia trocá-los num dos mercados da praça. Nas províncias de Tete e do Niassa, três cidadãos encontram-se na mesma situação devido à posse de duas pontas de marfim e peles de leão.

Em Tete, as três pessoas, com idades que variam de 24 a 58 anos, foram detidas no bairro Chongozi, transportando as pontas de marfim em alusão, mas não souberam explicar à Polícia como as obtiveram. Os indiciados pretendiam vender o produto a 2.000.200 meticais.

Ainda em Tete, onde os distritos de Cahora Bassa e Mágoè são considerados os mais afectados pela caça furtiva, pelo menos 208 caçadores furtivos colocados fora de acção, entre o ano findo e o primeiro trimestre do ano em curso, período em que foram também apreendidas 100 armas de fogo de fabrico artesanal, dezenas de munições e veneno supostamente usado para aniquilar animais.

No Niassa, outros dois indivíduos, de 30 e 36 anos de idade, estão a contas com a Polícia igualmente por conta da caça furtiva. Eles foram enclausurados na posse de quatro peles de leão e garras do mesmo animal.

De acordo com as autoridades policiais, os visados são professores num estabelecimento de ensino naquela parcela do país, e faziam-se transportar num carro cujas características não foram descritas.

Na terça-feira (12), a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) disse que 157 pessoas foram detidas este ano por envolvimento na caça furtiva.

Bartolomeu Souto, director-geral daquela instituição do Estado, avançou que estão a ser alocados aviões para fazer o reconhecimento nas áreas de conservação. “Temos também fiscais bem treinados, o que nos permite melhorar os níveis de segurança nos nossos parques”.

Recentemente, a Procuradora-Geral da Pública (PGR), Beatriz Buchili, admitiu que a “Lei da Conservação” (Lei no 16/2014, de 16 de Junho) está longe de fazer face à destruição em grande escala das áreas de conservação e de animais protegidos, mormente de elefantes e rinocerontes, que têm sido os principais alvos de caçadores furtivos, e disse ser urgente a revisão deste dispositivo para adequá-lo aos desafios que representa o perigo contra a biodiversidade.

A guardiã da legalidade defendeu que aquela lei deve ser revista por ser omissa no que diz respeito ao destino dos bens, sobretudo, dos cornos de rinocerontes e das pontas de marfim, e para que os possuidores ou detentores de espécies faunístico protegidas, ou parte delas, sejam responsabilizados e duramente punidos da mesma forma que aqueles que abatem qualquer animal que consta da lista de protecção da biodiversidade.

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